Consteladores

 

"CONEXÃO DE ESTRELAS" – DEPOIMENTO DE MARLI CASSIANO


Devo confessar que senti dificuldades em fazer a divulgação das "constelações familiares", pois explicar como se aplica essa maravilhosa ferramenta de apoio às questões emocionais é praticamente impossível.
No último dia 18 de junho, foi realizado em minha casa um workshop sobre constelações sistêmicas e tive a grata satisfação de receber, além de amigos, a presença da terapeuta Vera Bassoi, vinda de Sorocaba especialmente para nos proporcionar um fim de semana maravilhoso de grande aprendizado, que enriqueceu, tenho certeza, a todos que puderam estar presentes.
O grupo formado por aproximadamente 20 pessoas, dividiu-se entre aqueles que seriam participantes e os que utilizariam as constelações em algum tipo de problema específico.
Na minha singela tentativa, descrevo o que prefiro acreditar, tenha sido uma "experiência indescritível", um processo intenso, envolvente, que se inicia a partir de questões familiares ou não, onde todos os participantes ao final, também serão beneficiados com o resultado de cada constelação individual.
As pessoas que ali buscaram por um entendimento, uma solução, uma luz, dividiram entre si, a dor, a ferida, o momento do passado, sob um novo olhar, como se ficassem do lado de fora, como observadores da própria emoção. Olhando para si mesmas e para o outro, sem o julgamento, sem a máscara, sem a culpa.
E através da direção orientada pela terapeuta, permitia-se aflorar cada sentimento necessário, para iluminação do ser mais escondido, oculto na escuridão do nosso inconsciente.
A "coisa louca e inexplicável" é que podemos ver a prova concreta da conexão existente entre todos e cada um. Que através desta ligação tipo uma "internet universal" podemos sentir a emoção do outro, demonstrar a compaixão incondicional que está em cada ser humano. Nos tornamos realmente humanos e essa humanidade, amorosidade intensa se aflora independente do tamanho e do tipo do problema vivido por quem ali procura por ajuda.
Podemos nos colocar literalmente no lugar do outro. Na realidade, nos tornamos um. Quando nos tornamos um, mostramos coisas que somente o nosso inconsciente acessava. Nos tornamos conscientes das nossas posturas diante dos fatos de nossa vida, e as conseqüências dessas posturas em relação a nossa família, quer seja de ascendentes como descendentes, numa interligação que vai além das ligações genéticas. É como fazer parte de uma grande engrenagem.
Qual o resultado disso?
A cura da dor através do amor e do perdão, a libertação da culpa que as vezes carregamos por uma vida toda.
Como conseguimos essa conexão com o inconsciente e com todos?
Na minha opinião, essa força, essa energia, essa ligação vem totalmente de Deus.

Usando como exemplo real, posso testemunhar que ao ver a minha representação feita na constelação do meu filho, pude entender quão imensa é a ligação que eu tenho com minha mãe e o quanto o distanciamento da afetividade que tive em relação ao meu pai (isso quando eu era menina ainda), trouxe conseqüências no meu comportamento, não só com minha família, como também me mostrou a grande dificuldade de expressar fisicamente a amorosidade e carinho pelas pessoas que estão a minha volta e pelas quais tenho muito amor. É uma coisa que sempre soube, mas quando a gente se torna realmente consciente dos motivos das dificuldades, é muito mais fácil mudar o comportamento, o que acaba acontecendo por força dessa nova energia e dessa nova vontade que se instala dentro de você. É realmente incrível!

Queria ter dividido esse dia com muitos outros amigos que não puderam comparecer, mas sei que em breve nos reuniremos novamente e dividiremos novas emoções com certeza.

Marli Cassiano
São José dos Campos, junho/2011

 

 


 

 

AUTORIZADO PARA PUBLICAÇÃO – DEPOIMENTO DE FABIO CASSIANO


(antes de vocês lerem este depoimento, devo esclarecer que o Fabio e a sua mãe Marli são cadeirantes por motivo de terem desenvolvido uma doença degenerativa que, aos poucos, vai atrofiando a musculatura de todo o corpo).
Querida Vera,

Só posso te agradecer por tudo, por estar presente nos momentos que precisamos de suas palavras e de sua amizade.
Com a leitura da aura e a constelação, você me ajudou tanto, me fazendo aprender tanta coisa.
Graças ao seu trabalho, pude finalmente realizar meu sonho de ter a experiência de ser constelado e fiquei impressionado com essa técnica.

Você percebeu o quanto foi difícil para mim, dizer para minha família um simples EU TE AMO e quando finalmente disse, minha garganta tremeu...
Pensei: como é que pode uma pessoa com tanto amor no coração, ficar travada na hora de demonstrar e compartilhar esse amor?
Acredito que através da Sueli, as palavras ditas pela minha alma colocaram para fora todo esse amor guardado só comigo.
Observando minha constelação, pensei: Uau! - Minha alma disse exatamente o que eu tinha vontade, mas minha mente por algum motivo segurava.

O que eu quero dizer com isso, é que as coisas sentidas e ditas durante toda a constelação, representam um novo despertar do meu amor incondicional.
Tenho que aproveitar essa nova possibilidade aberta e dar continuidade nessa minha abertura do coração.
Tenho que aproveitar para demonstrar mais vezes esse meu amor pelas pessoas que fazem parte da minha vida.
Acredito que se eu me abrir mais, vai ser ótimo para toda minha família.

Foi muito bom o contato direto com meu irmão Caio, onde pude demonstrar minha admiração por ele e minha alma, por meio da Sueli, contou de minha visão do Caio como um herói. Essa visão é verdadeira, pois ele faz tanta coisa pela nossa família e nunca pede nada em troca. Para mim ele é um cara do bem, que muitas vezes é mais forte e mais sábio do que eu.

Também foi bom o contato com minha mãe. Só para tocar e segurar a mão de minha mãe foi uma emoção imensa, claro que não podermos nos abraçar mexe com a gente, mas sabemos bastante do amor que temos de mãe e filho, isso é demonstrado pelo nosso olhar. Quando minha alma falou palavras de incentivo para levantar minha mãe (representada pela Helena) do chão, foi emocionante. Apesar de já ter demonstrado meu amor por ela em textos e poesias, preciso demonstrar mais falando.

Apesar da presença do meu pai em casa, não sei ao certo suas verdadeiras crenças. E olha que no geral me dou bem com ele. Ele até já foi constelado e conhece mais ou menos como funciona, mas eu queria garantir que tudo corresse bem na minha constelação. De qualquer forma, as palavras ditas pela Maria das Dores (representando meu pai) foram muito importantes e com certeza me ajudaram a compreender ainda mais o lado do meu pai.

Seria bom meu irmão Bruno ter visto minha constelação. Ele compreenderia melhor tudo aquilo que o afeta. Ele poderia se sentir mais à vontade para demonstrar suas emoções. Estou pensando em tentar me abrir com ele, da mesma forma que com o Caio na constelação.

Enfim, acho que chegou o momento no qual devo me envolver profundamente, para ajudar a criar a paz e a harmonia na família. Não só esperar os frutos da constelação, mas aproveitar a energia positiva que ela criou, para sair da minha zona de conforto e lutar para realizar esse meu desejo para a família. Se essa for uma das minhas missões na vida, preciso usar meu amor incondicional, compartilhando-o com quem amo. E ao fazer isso, poderei contagiar ainda mais cada pessoa da minha família.

Te agradeço com todo meu carinho, por tudo o que tem feito por mim e por minha família.

Um grande abraço!

Binho
São José dos Campos, 21 de junho de 2011

 

 

 


 

Depoimento de Elijanete

Sorocaba, 12 de outubro de 2012


Olá Vera, tenha a certeza,, essa terapia tem me ajudado pessoalmente a rever muitos
aspectos da minha vida. Sinto que necessito difundir para pessoas que já estão nesse
caminho. Estou aprendendo a silenciar minha mente e sentir mais minha alma. As
constelações estão me ajudando muito a me conhecer, a entender tudo o que se passa na
vida. Obrigada pela oportunidade. Você é muitoi iluminada!
bjs. Elijanete.

 

Montar uma Constelação proporciona percebermos num sistema familiar as dificuldades ocultas que estão bloqueando o fluxo da energia amorosa daquele sistema.
O Bert Hellinger (criador da técnica) juntou métodos psicoterapêuticos com conhecimentos das "ordens familiares" e com intervenções próprias criou este método (Constelações Familiares) onde se propõe a localizar dificuldades nas vinculações familiares através dos representantes (pessoas aleatórias que substituem os membros familiares), trocas intencionais de posições, introdução de pessoas excluídas dentro daquele sistema e diálogos curtos mais libertadores, permitindo provocar processos favoráveis num cliente.
Pessoas excluídas são aquelas a quem se negou o respeito ou o seu direito de pertinência ou uma posição de igualdade com relação aos outros membros da família.
A técnica é fenomenológica e para entendê-la devemos ampliar nosso nível de consciência, a fim de alcançarmos uma percepção dentro de um campo anímico que se estabelece quando trabalhamos com um cliente, tendo em vista todo o seu sistema com o qual ele está ligado. Esta ligação, em sua totalidade e grandeza, o Bert Hellinger denomina a "grande alma". Com isso ele não entende como algo místico ou sobrenatural, mas a totalidade da existência individual, coletiva e cósmica.
Fenomenologia é um método filosófico que significa, "eu me exponho a um contexto mais amplo sem compreendê-lo".
A verdade surge, brota do "campo". Campo este que se estabelece naturalmente quando trabalhamos naquele sistema. Podemos entender melhor sobre campos anímicos ou morfogenéticos nos livros do Ruppert Sheldrake.

Como se processa uma Constelação? Esta pergunta aguça em muito a curiosidade das pessoas e aqui tento explicar um pouco como isso acontece.
1. O cliente deve apresentar uma questão a ser trabalhada. A formulação da questão (muitas vezes podendo ser ajudada pelo terapeuta) junto com observações de gestos que acompanham o cliente quando ele traz as primeiras informações, dão o retorno necessário para o processo ter força e confiança.
2. Perguntas pertinentes e breves delimitam o campo da Constelação, ou seja, os personagens que serão introduzidos como necessários para que a dinâmica do que estava oculto possa surgir.
3. Posicionam-se os representantes, e isto pode ser feito pelo cliente ou pelo terapeuta e de acordo com esta colocação o terapeuta já começa a ampliar a sua percepção. Os representantes, uma vez posicionados, abrem-se às forças que atuam no campo e as refletem através de seu movimento corporal, expressão de sentimentos, ou palavras.
4. Esse movimento já pode levar o trabalho a uma solução quando, por exemplo, uma filha quando se dirige a mãe num trabalho amoroso complementando algo que ficou interrompido no passado.
5. O terapeuta pode ainda intervir, solicitando do cliente novas informações. Pode fazer com que representantes troquem de lugar, pode introduzir novos representantes, pedir que sejam providenciadas determinadas frases que vinculam ou libertam no sistema, pedir que seja executado um ritual. Pode compor uma Constelação numa imagem final de solução, que permite que o cliente se reoriente e tome o lugar que lhe compete no seu sistema de relações.
6. No final, o terapeuta, quando necessário, pode complementar a Constelação com uma breve intervenção adicional, como por exemplo, evocando imagens ou dando exercícios complementares.

Conforme citado anteriormente, a Constelação trabalha com 3 rituais que ajudam no processo da solução. O 1º é a "reverência", onde o terapeuta pede para o cliente se inclinar para uma outra pessoa que geralmente é de uma ordem superior. O 2º ritual chama-se "deitar-se ao lado dos mortos" que é quando o terapeuta leva o cliente a uma visualização de despedida dos mortos de sua família, e o 3º, "a fileira dos ancestrais", o terapeuta reproduz uma fila de ancestrais masculinos para os homens e femininos para as mulheres com o objetivo de que esses ancestrais lhes passem força espiritual.
Terminamos esta matéria com um exercício prático e eficaz para qualquer pessoa fazer sozinha.
Fechem os olhos por um momento e respirem por 2 minutos. Depois abram os olhos e imaginem a mãe de vocês na frente e leiam esta carta para ela:
Querida mamãe.
Eu recebo a vida de você, tudo, a totalidade,
Com tudo que ela envolve,
Pelo preço total que custou a você,
E que custa a mim.
Vou fazer algo dela para sua alegria.
Que não tenha sido em vão!
Eu a mantenho e honro,
E a transmitirei se me for permitido,
Como você fez.
Eu tomo você como minha mãe,
E você pode ter-me como seu filho.
Você é a mãe certa prá mim,
E eu o filho certo pra você.
Você é grande, eu sou pequeno.
Você dá, eu recebo, querida mamãe.
E me alegro porque você aceitou meu pai.
Vocês são os certos prá mim.
Só vocês!

Celma Nunes Villa Verde
Terapeuta de Constelação Familiar
www.contelacaofamiliar.com.br
21 26194675, 99520912

Informações adicionais

Constelação Familiar é uma terapia breve criada pelo alemão Bert Hellinger nos anos 70. Esta técnica revolucionou o trabalho da psicoterapia. Ela se faz em apenas uma sessão, onde o cliente escolhe um tema a ser "trabalhado" e o terapeuta (Ajudante) através dos "representantes" (pessoas aleatórias que estão no grupo) monta o sistema familiar ancestral do cliente. Neste campo (onde é estabelecida a Constelação) observamos onde estão os "bloqueios" que estão impedindo o cliente a fluir. Os bloqueios sempre aparecem onde percebemos excluídos naquele sistema familiar. Entendemos como excluídos, pessoas que por um motivo ou por outro estão à margem deste sistema.
Neste artigo vamos nos deter a ver o papel do terapeuta numa Constelação Familiar.
Estamos numa profissão em que lidamos com o ser humano num processo de Ajuda, de colaboração ao outro; e muitas vezes nos pegamos num papel de achar que temos a resolução daquela problemática em nossas mãos, o que é um erro. Vejamos um trecho escrito pelo Bert Hellinger que nos mostra como o terapeuta de Constelação Familiar deveria se basear, chama-se, Sabedoria.

"...O sábio concorda com o mundo tal como é,
Sem temor e sem intenção.
Está reconciliado com a efemeridade
E não almeja além daquilo que se dissipa com a morte.
Conserva a orientação, porque está em harmonia,
E somente interfere o quanto a corrente da vida o exige.
Pode diferenciar entre:
É possível ou não, porque não tem intenções.
A sabedoria é o fruto de uma longa disciplina e exercício,
Mas aquele que a possui, a possui sem esforço.
Ela está sempre no caminho e chega à meta,
Não porque procura,
Mas porque cresce..."

Ajudar é uma arte que pode ser aprendida. Também faz parte dela uma sensibilidade para compreender aquele que procura ajuda, portanto a compreensão daquilo que lhe é adequado, daquilo que se ergue acima dele (o cliente) mesmo, para algo mais abrangente. Muitas vezes a solução de uma Constelação, e o processo de ajuda do terapeuta está na sabedoria de perceber o que é melhor e o que a "alma" está precisando ou necessitando como experiência.
Esta técnica serve à alma e não ao ego. Na maioria das vezes o que o cliente busca é muito mais profundo do que ele fala e pede. Na verdade, o terapeuta precisa aprender a desenvolver habilidades para conseguir entrar no campo da Constelação e ver e dar o que de fato àquela alma necessita.
Estas habilidades são descritas como:
Observação, percepção, compreensão, intuição e sintonia.
Observação: Olhar além do que está vendo, ver detalhes de forma aguçada e exata, onde nada escapa.
Percepção: Ela é distanciada do objeto de observação. Percebemos simultaneamente os detalhes e o conjunto. O terapeuta deve estar dentro do campo mas não envolvido com ele.
Compreensão: A compreensão necessita da observação e da percepção. Compreensão é entender não com a mente mas com a alma, com a essência, sem julgamento podemos mergulhar no essencial para o cliente.
Intuição: É quando nos abrimos para além da compreensão. É muitas vezes o que nos conduz para o próximo passo.
Sintonia: Ela é um nível de vibração, onde eu me "afino" com a vibração do cliente, e com tudo que vem dele, principalmente sua ancestralidade.

Para que aconteça o desenvolvimento de uma Constelação Familiar, o terapeuta além de necessitar se abrir para o desenvolvimento dessas habilidades descritas acima, ele deve respeitar ordens que o Bert Hellinger acredita que seja a base para o terapeuta de Constelação, o que ele denominou ordens da ajuda.
Ordens da ajuda são, portanto, leis ou princípios que devem presidir nossos comportamentos como terapeutas. São elas:
1º ordem: Dar apenas o que temos – Tomar aquilo que somente necessitamos. Não agir – Mostrar o que está ali.
2º ordem: Só ajudar quando o cliente permitir.
3º ordem: Se colocar no lugar de terapeuta e nunca dos pais do cliente. Dar aos pais do cliente, portanto, um lugar de respeito.
4º ordem: Não olhar só para o cliente, mas sim para todos, daquele sistema. O cliente não deve ser visto com um ser isolado.
5º ordem: Estar a serviço da reconciliação – Sobretudo com os pais.

Para isto o terapeuta necessita principalmente de romper com preconceitos, julgamentos, conceitos conhecidos e pré determinados, indignação moral em todos os níveis e condenação.
Isso faz você estar capacitado não só, para ser um terapeuta de Constelação para a ajuda, mas antes de tudo, um ser humano mais capacitado para a vida.

Celma Nunes Villa Verde
Terapeuta de Constelação Familiar
26194675 , 99520912
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Informações adicionais

Considerada uma terapia familiar contemporânea, a técnica de Constelação Familiar foi criada pelo alemão Bert Hellinger nos anos 70, chegando ao Brasil em 1999 trazida pelo seu próprio criador. Nela, reconstruímos o sistema familiar da pessoa, a fim de localizarmos os bloqueios do fluxo amoroso de uma determinada geração deste sistema, percebendo a dinâmica daquela família (o que está escondido e precisando ser revelado). Esta percepção do sistema familiar acontece quando nos abrimos aos "campos morfogenéticos" deste sistema. Segundo Ruppert Sheldrake, o que acontece naquele campo interfere e altera o campo familiar "trabalhado " pela Constelação. Este campo ultrapassa espaço e tempo, portanto vai além desta dimensão tridimensional. Quando trabalhamos nesta dimensão, percebemos além do que é visível, vamos para um universo mágico onde as almas familiares se encontram, testemunhando um Amor ilimitado.

Fazemos então o desbloqueio das situações percebidas. O terapeuta deve ter como objetivo, para chegar a uma solução final, ordenar o sistema , objetivando a reconciliação entre os familiares. Esta ordenação são leis básicas pré estabelecidas que presidem as relações. Normalmente o processo de Constelação conduz a uma nova ordenação do sistema, o que liberta cada um de seus membros. Neste processo de ordenação, utilizamos frases que se repetem uns para os outros, frases estas que fazem efeito na alma dos representantes quando repetidas (no atendimento Individual estas frases são repetidas pelo próprio cliente).
A Constelação trabalha para a reconciliação de seus membros, o que faz surgir um profundo respeito entre os membros do sistema, onde o julgamento entre bons e maus acaba, pois faz surgir uma força maior que ajuda a todos. Para ajudar na Reconciliação, utilizamos 3 rituais que são importantes. São eles: .Fileira de Ancestrais- Colocamos uma fileira de antepassados para serem honrados, afim de promover o respeito por quem veio antes, pela origem de tudo.
Reverência- Inclinar-se com respeito a alguém.
Deitar-se ao lado dos mortos- Representando um respeito profundo pela dor de quem já partiu. Ao mesmo tempo se desindentificando com esta dor.

Numa Constelação Familiar podemos trabalhar qualquer tema assim como, sintomas físicos, problemas relacionados ao trabalho, perdas/lutos, dificuldades de relacionamentos, dependências etc.
Esta técnica pode ser realizada também num atendimento Individual com "bonecos" (onde estes representam os familiares da pessoa a ser constelada) ou "papéis no chão" (onde o cliente participa mais ativamente do processo, pois entra no lugar dos seus próprios familiares, percebendo cada situação, quando fica sobre os papéis).
No atendimento Individual a Constelação serve como uma poderosa ferramenta de intervenção para o psicoterapeuta de atendimento em seu consultório. Com base na imagem que aparece o terapeuta pode escolher, naquele momento, qual instrumento entre estes dois, vai utilizar, de acordo com o que achar mais conveniente para a situação.
Os passos de uma sessão Individual não diferem muito do atendimento em grupo, ou seja, o cliente chega ao consultório, define um tema a ser abordado e montamos a Constelação com "bonecos" ou "imagens de papéis o chão". Ordenamos o sistema objetivando a reconciliação até chegarmos à solução final.
A abordagem Individual dá a oportunidade de o terapeuta trabalhar de várias formas diferentes. Com base na imagem primeira que aparece, ele pode escolher, naquele momento, dar continuidade e fazer todo o processo de Constelação propriamente dito, ou pode optar, depois de ver a imagem inicial, em falar com o cliente sobre as Ordens, por exemplo, fazendo assim um processo de Educação. Mostrar a imagem e levá-lo a sentir aquela imagem, utilizando outra técnica naquele momento. Enfim, o terapeuta pode usar todo seu lado criativo e "brincar" com as técnicas de atendimento Individual. Muitas vezes o terapeuta pode entrar na representação de um dos familiares dentro daquela Constelação, caso o trabalho esteja sendo feito com "papéis no chão", interagindo com o cliente , encontrando assim a solução final.
Encerrada a sessão, o procedimento é o mesmo que na Constelação de grupo. Damos o tempo necessário para que àquela situação trabalhada encontre fortalecimento e paz para o cliente.
Fico feliz e agradecida por poder utilizar deste instrumento de Amor e Luz .
Celma Nunes Villa Verde

Celma Villa Verde graduou-se como Assistente Social pela UFF (Universidade Federal Fluminense), é Terapeuta de Renascimento, Reichiana (Orgonoterapia), Regressão, SE (Experiência Somática), Freqüências de Brilho. Fez parte da 1ª turma de Formação de Constelação da América Latina e trabalha com Constelações desde 1999. Ministra cursos e Formações de Constelação desde 2004. Terapeuta de Movimento do Espírito (nova abordagem do trabalho de Bert Hellinger). É Astróloga Transpessoal. Estudou Psicologia Transpessoal Tibetana, na Índia, em Dharanshala.

Informações adicionais

Instituto Bert Hellinger - Holanda

Junho de 2012

Ordem

Você verá um time que ocupa seu próprio espaço no sistema inteiro da companhia.

Como a equipe chega e permanece lá? Ao receber aquele lugar e suas especificações da

gerência, com muita clareza. Pelo fato de a equipe receber e aceitar aquele lugar: nem mais,

nem menos, nem diferente.

Parte de um todo

Você verá uma equipe que é altamente consciente de ser uma parte de um sistema maior.

Os membros trabalham tendo em mente o benefício de toda a companhia, não apenas para

seus objetivos pessoais ou da equipe.

Origem e história

Você verá uma equipe cujos membros estão conscientes de onde vieram, como começou a

equipe, quais foram as principais mudanças na companhia como um todo e na equipe: tanto

pessoas como coisas que foram e vieram, como produtos, procedimentos, prédios,

equipamentos, etc. Os membros estão cientes de quem se beneficia e de quem paga o

preço pelo que a equipe fez no passado e está fazendo agora. Há percepção dos sucessos

e dos fracassos que fazem parte de sua história. Todos e tudo estão sendo vistos e

reconhecidos, especialmente as questões dolorosas; ninguém e nada é excluído ou

“esquecido”.

Equilíbrio

Você verá uma equipe em equilíbrio justo com o que tira e o que dá aos seus membros, a

outras partes e à companhia como um todo.

Como o gerenciamento pode dar apoio numa forma sistêmica

Lugar

Como qualquer função, a liderança é uma parte do sistema como um todo. Ela cria a

possibilidade para que outras funções contribuam. Esse é um processo delicado de

estabelecimento de objetivos e criação de oportunidades.

Padrões

Se houver um problema persistente numa equipe, pergunte-se: onde e quando vemos mais

exemplos desse problema, em nossa empresa. É melhor observar o cenário mais amplo do

que focalizar detalhes. Não culpe um indivíduo ou equipe se eles fazem o que todo o

sistema, como um todo, faz. A mudança de um padrão que se manifesta em vários níveis na

empresa, começa com o nível mais alto mudando a si mesmo.

Comece com: Sim

Se você quiser mudar coisas, comece por aceitar a situação existente por completo. Até

mesmo dê um passo à frente ao sentir-se realmente grato – e expressando isso em voz alta

– pela situação como ela é, porque isso lhe dá a oportunidade de olhar para suas raízes. E

aí é exatamente o lugar de onde poderá surgir a mudança.

Equilíbrio

Crie um equilíbrio justo entre o receber e o dar, entre o sistema como um todo e todas as

suas partes. Faça o mesmo entre o sistema e o mundo lá for a. Aqui poderá pensar sobre

empregados, fornecedores, financiadores, clientes, ambiente, acionistas, etc. Ao se criar um

equilíbrio justo, cria-se a oportunidade de ser livre, após cada transação. Isso significa que

não há fardo do passado, nem reivindicação quanto ao futuro.

Anton de Kroon

Instituto Bert Hellinger - Holanda

Junho de 2012

Miriam Coelho Braga

Coordenação Técnica

Traduzido por Mário Fonseca para a Sistêmica Consultoria 4º módulo dos “Cursos de Pós-Graduação, Especialização Lato

Sensu: Especialização Sistêmica Fenomenológica Organizacional - Soluções em Consultoria e Coaching.”

Informações adicionais

Autor do artigo: Anton de Kroon

 

Como um consultor organizacional e professor do método de constelações organizacionais, às

vezes, me deparo com treinadores e consultores que adorariam usar o método de constelações

em seu trabalho, mas que sentem hesitação em aplicá-lo neles próprios e/ou no sistema de seu

cliente. Meu objetivo nesse artigo é apresentar os elementos básicos do trabalho que poderá levar

a uma maneira sistêmico-fenomenológica de prestar consultoria, sem estruturar uma dinâmica de

constelação organizacional, mas com o uso de todos os princípios e a sabedoria que estão por

trás deles.

Compreendendo a dinâmica organizacional

Quando a implementação de instrumentos e ferramentas de gerência e de RH comuns não

apresenta êxito na solução de problemas persistentes em organizações, poderá ser útil observálos

sob a ótica da constelação organizacional. Consultores em administração, treinados para

facilitar essas constelações, podem ampliar sua abrangência no serviço a organizações, por meio

de consultoria sistêmica. Eles então usam toda a sua atitude, sentimentos e conhecimento

sistêmico-fenomenológicos numa conversação “normal” com seus clientes.

Geralmente não gostamos de problemas. Preferimos as soluções e finais felizes. Mas, se um

problema for realmente a solução, para uma situação que ainda não conhecemos?

A consultoria e intervenção sistêmicas permitem que você veja organizações como sistemas

vivos, com sua necessidade de ser completa, sua ordem interna e sua interação com outros

sistemas. Os sistemas vivos encontram sua própria maneira de criar soluções quando lhes falta o

que necessitam. Frequentemente percebemos a solução deles como nosso problema. A partir do

momento em que respeitamos e amamos aquela solução, possibilitamos encontrar onde está ela

enraizada e vermos como poderíamos prover o que o sistema necessita.

Amar o problema significa dizer SIM a ele, exatamente como ele é. Você lhe dá boas vindas,

mesmo que não o compreenda, ao invés de não o desejar, talvez até odiá-lo, tentando apagá-lo.

Esse artigo convida-lhe a olhar para problemas numa forma amorosa e de aceitação, como um

ponto de partida para a consultoria.

A abordagem de Bert Hellinger é ser receptivo àquilo que o sistema mostra e estar totalmente em

acordo com ele, o que quer que ele seja. Descobriu que um sistema familiar não aceita que

qualquer membro seja excluído. Tenha você furtado todos os bens de sua família ou dito a todo

mundo que a rejeitou completamente, você ainda faz parte dela. O sistema não permitirá a

exclusão. Mas todos sabem que a exclusão ocorre. E quando ela ocorre, o sistema escolhe outro

alguém, que faz parte do mesmo sistema, para focalizar a atenção ao membro excluído. Por

exemplo, 'sendo a causa' para que esse membro da família sinta-se mal, ou não tenha sucesso no

trabalho, ou que acidentes ocorram com ele, e assim por diante.

Essa forma de apontar para o membro excluído é uma solução que o próprio sistema pode gerar.

Frequentemente percebemos o problema como de um indivíduo, ao invés de reconhecê-lo como

sendo essa extraordinária qualidade do sistema. Essa capacidade de criar problemas aparentes

para solucionar a questão de qualquer que seja o elemento que está sugando energia do sistema.

Tanto quanto sistemas familiares, as organizações são também sistemas vivos. Profissionais com

liderança em trabalho sistêmico em organizações, como Gunthard Weber, Jan Jacob Stam, Matias

Varga von Kibéd, Insa Sparrer e outros, transferiram as descobertas e abordagem de Bert

Hellinger no campo dos sistemas familiares, para o campo de organizações. Quanto mais se

estuda esse campo, tanto mais se compreende que princípios sistêmicos regem organizações e

Informações: (61) 3577-2697 (61) 9223-5685 - www.sistemicaconsultoria.com

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em caminhos tanto similares a sistemas familiares como, simultaneamente diferentes. Por

exemplo, o princípio de pertencimento é forte em ambos. Mas, onde se faz claro, num sistema

familiar, quem a ele pertence, numa organização pode ser diferente, como num negócio: os

empregados fazem parte do sistema? E que dizer dos clientes, fornecedores, bancos, clientes

antigos ou futuros?

Se algo falha ou não funciona bem, num sistema vivo, ele tentará atrair atenção ao problema.

Poderá se mostrar como um número elevado de falhas, ou perda de clientes, ou novos projetos

mal-sucedidos. Para o sistema em si, esses sinais 'negativos' são, em verdade, soluções.

Frequentemente não aplicamos uma perspectiva sistêmica ao que o sistema está revelando.

Assim, começamos a solucionar o que cremos ser o problema. Isso cria um círculo vicioso, pois

simplesmente convida o sistema a produzir mais soluções, que vemos como problemas.

Agora, o truque é nos perguntarmos: o fenômeno que vejo aqui, onde estaria ele sistemicamente

enraizado?

Há princípios que regem uma dinâmica de um sistema. Se focalizarmos nossa atenção neles,

poderemos ser capazes de descobrir as origens sistêmicas ocultas do problema que observamos

na superfície. Organizações – como sistemas vivos – florescem quando essas condições são

totalmente atendidas. Sistemas produzirão sintomas para indicar que algo está errado com essas

condições básicas. E, uma vez mais, é fácil ver esses sintomas sistêmicos como problemas

individuais ou isolados.

Princípios que governam uma dinâmica sistêmica

Como consteladores, lançamos mão de uma série de princípios que foram primeiramente

identificados por Bert Hellinger. Esses princípios – de tempo, lugar, pertencimento e troca –

sustentam a saúde de um sistema vivo como uma organização. Consultores que sejam neófitos

sobre a abordagem sistêmico-fenomenológica de uma Constelação poderão ter de levar em

consideração as seguintes coisas.

Os sistemas necessitam ser completos.

Ser completo significa que origem e história devem ser respeitadas; tudo o que pertence ao

sistema deverá estar em seu lugar certo e ninguém ou coisa alguma pode ser excluído ou

esquecido.

Origem

Assim como uma criança não pode nascer sem um pai e uma mãe, uma organização é criada por

um fundador, sem o qual o sistema não teria nascido. Nesse sentido ele pertence ao sistema e

merece reconhecimento pelo fato de que o iniciou.

O mesmo é válido para a idéia, desejo ou necessidade que se tornou a semente da qual o sistema

cresceu.

Perguntas para consultores considerarem perguntar a si próprios e a seus clientes para verificar

de que maneira a consciência sobre a origem ainda está viva são:

  • O que deu vida ao sistema?
  • Para qual questão, necessidade ou desejo foi ele uma boa resposta?
  • Qual era a paixão do fundador?
  • Para servir a quem ou a que foi criado o sistema?

Esses são os tipos de perguntas que podem tornar claro se a conexão com a origem do sistema

ainda existe.

Informações: (61) 3577-2697 (61) 9223-5685 - www.sistemicaconsultoria.com

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Essa conexão não significa necessariamente que hoje tudo deveria ser como era exatamente no

início. Um sistema pode, frequentemente deve, mudar, escolher novas metas e se desenvolver.

Mas sempre com gratidão sobre como e onde começou. Se sua origem for esquecida ou

ignorada, o sistema encontrará seu próprio caminho para chamar atenção à sua necessidade

sistêmica de reconhecer a energia criadora.

História

Você tem seu passado para agradecer o que você é agora. Sucessos e fracassos, boas e más

experiências, ganhos e perdas estão continuamente fazendo do sistema o que ele é agora.

Nenhum deles pode ser excluído ou trivializado. Sua história pertence ao sistema, mas pessoas e

organizações nem sempre honram sua história.

Perguntas úteis para analisar esse assunto podem incluir:

  • Que aconteceu desde que a organização foi fundada?
  • Há ideias, departamentos, pessoas que perderam seu lugar, de alguma forma?
  • Foram essas pessoas honradas por sua contribuição?
  • Como se estabeleceu espaço para novos produtos, clientes funções?
  • Houve acidentes, abusos, pretextos encobertos?

Extraordinárias mudanças ao longo da história necessitam ser vistas e reconhecidas,

especialmente pelos líderes de um sistema. Se essas mudanças não forem reconhecidas como

tendo dado sua contribuição sobre como é o sistema agora, sintomas podem aflorar.

A administração de uma organização poderá decidir sobre uma nova estratégia, anunciando:

“Vamos esquecer o passado, não mais necessitamos dele; estamos no rumo do novo, do futuro”.

Essa forma de excluir tanto a origem como a história poderá fomentar sintomas que mostram a

importância do passado para o sistema, não importa qual seja seu rumo agora.

As organizações podem e devem fazer novas escolhas. Sistemicamente faz diferença se a

mensagem for sentida assim: "Agradecemos ao fundador e a todos que trabalharam aqui antes.

Respeitamos e agradecemos o preço pago, humano e financeiro, que torna possível a nós

estarmos onde estamos agora. A fim de sobrevivermos no futuro há coisas que agora

necessitamos fazer diferentemente. E é isso que vamos fazer de agora em diante: mostrar

respeito por tudo e por todos que contribuíram com essa organização, sem os quais não

existiríamos.”

Pertencimento

Diferentemente dos sistemas familiares, numa organização não se mostra sempre claro quem

pertence ao sistema. Muito frequentemente desenhamos o círculo muito próximo e assim

excluímos partes do sistema. Por exemplo: Quem pertence a um sistema escolar? Os pais? O

governo local que detém a posse do prédio? O jardim de infância, de onde virão os futuros

alunos? E a que sistema maior a própria escola pertence? Se para o próprio sistema que

pertencem, então ela criará sua própria solução para quaisquer omissões.

Em qualquer organização é possível se engajar e deixar; partes podem ser vendidas ou fechadas.

É interessante descobrir como isso afeta o pertencimento no sistema. Deixar o emprego ou

vender uma unidade empresarial não imediatamente equivale a deixar o sistema.

E, por outro lado, é geralmente aceito que pessoas podem perder seu direito de pertencer, se não

tiverem desempenho de acordo com seu papel.

Os sistemas necessitam a ordem interna para serem respeitados.

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Todos e tudo têm de ocupar seu lugar correto. Um empregado que pensa e age como se fosse

melhor líder que o seu chefe não respeita o seu próprio lugar ou o do chefe, no sistema.

Ele está fazendo seu próprio lugar maior e aquele do chefe, menor. O sistema quer que você sirva

a ele, ao todo e não empenhar-se por suas próprias ideias se, por exemplo, você julga o sistema

ineficiente ou não funcional. Um funcionário pode dizer ao seu gerente "Respeito a ti como meu

chefe e gostaria de discutir nossa política com relação ao meu projeto. A decisão final,

naturalmente, é sua.” Isso está de acordo com a ordem sistêmica.

Um consultor poderá focalizar no item da ordem interna a ser respeitado fazendo perguntas tais

como:

Cada um e todos ocupam seus devidos lugares?

O Diretor-Presidente realmente assume a posição do líder?

Os gerentes permitem a ele que faça isso?

Há algum desses gerentes que se porta como se fosse um melhor Diretor-Presidente?

A ordem sistêmica precisa ser respeitada. Algumas vezes, após uma fusão, pessoas permanecem

na organização quando, em verdade, não há mais um lugar adequado.

O que o sistema necessita é que a eles seja apresentada gratidão por sua contribuição e que lhes

seja apresentada uma despedida respeitosa. Quando a organização mantém essas pessoas, ou

as pessoas mesmas escolhem ficarem, as ordens sistêmicas caem em desordem. Se alguém está

na folha de pagamentos, sem ter uma função, como pode ele contribuir?

Que possibilidade existe de se estabelecer um equilíbrio justo entre receber e dar, sendo um bom

sinal para a ordem sistêmica?

Um aspecto especial de ordem é a posição daquilo que Jan Jacob Stam chama de “o princípio de

liderança”. Isso é como uma força motivacional primordial para a dinâmica sistêmica e se refere

ao objetivo básico de uma organização. Por exemplo, num hospital universitário, o que vem

primeiro, o tratamento de pacientes, o ensino de estudantes para se tornarem médicos, as

pesquisas? Com qual clareza a equipe vê qual o princípio de liderança que vem primeiro, em

segundo lugar, etc. Outro exemplo é uma empresa de ônibus que reivindica ser segura e barata:

qual princípio rege o outro? Qualquer falta de claridade aqui poderá criar questões sistêmicas.

Os sistemas necessitam interagir com outros sistemas, num equilíbrio justo de dar e receber.

Um sistema que não interage com outros sistemas é um sistema morto. Qualquer sistema vivo é

sempre parte de um sistema maior. Uma troca justa e balanceada com outros sistemas contribui

para um sistema saudável. É a relação entre o que você recebe e o que dá que deve ser bem

equilibrada. As questões de consultoria aqui poderiam ser:

A troca entre partes do sistema e entre diferentes sistemas terminam em equilíbrio?

Qual dos elementos, departamentos, trabalhadores, clientes ou fornecedores estão

recebendo ou dando demais ou de menos?

Há pessoas ou funções que pararam de contribuir?

Quem sente a necessidade de compensar por, como exemplo, furto, doença simulada, e

trabalho de baixa qualidade?

A. ABORDAGEM SISTÊMICO-FENOMENOLÓGICA

Problemas sistêmicos necessitam de uma abordagem sistêmica porque ela vê uma organização

como um sistema vivo, com as necessidades e características explicadas anteriormente. Essa

abordagem é fenomenológica porque está concentrada em tornar-se consciente - com todos os

sentidos de alguém - sobre o que ocorre no sistema. Em minha experiência, essa abordagem

sistêmico-fenomenológica possui três elementos: atitude, consciência e visão.

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Atitude

A atitude sistêmica não é, de forma alguma, semelhante ao modo de como um perito consultor

poderia se comportar. Esse último poderia mostrar seu conhecimento e compreensão do

problema, poderia sugerir soluções, poderia assumir responsabilidades que ele “conhece da

melhor forma”.

Como você reconhece um consultor que está trabalhando sistemicamente?

Inclusão

O consultor sistêmico trabalha para o sistema como um todo, não apenas para uma parte dele.

Ele está incluindo todos e cada um, especialmente as partes que parecem estar excluídas. Um

exemplo: uma equipe está reclamando de seu gerente. Isso afeta imediatamente o consultor, que

responde com a inclusão, tanto da equipe como do gerente. Ele faz o mesmo com o sistema

maior que incorpora a todos. Pode ser uma unidade, departamento ou equipe que está, em

verdade, pagando ao consultor sistêmico, mas sua atitude é aquela de trabalhar para toda a

empresa, como o sistema cliente seu. Para ser eficiente, ele necessita da permissão moral da

autoridade mais elevada do sistema. Ele consegue isso ao respeitar a política deles.

Multilateralmente parcial

Sendo imparcial parece permitir que você aceite tudo, tenha espaço para todos. Mas assim

fazendo você se põe fora do sistema, como alguém que conhece melhor, talvez até se pondo

acima dos outros. Sendo multilateralmente parcial significa que você concorda totalmente, não

apenas com cada um dos oponentes, mas também com sua formação e motivos. E você

concorda com tudo e todos que pertencem ao sistema, especialmente quando eles são

esquecidos ou excluídos.

Sem julgamento

Há uma expressão "Se eu fosse você...” Geralmente seguida de algum conselho, sugerindo que

alguém faça as coisas diferentemente. Essa maneira de aconselhar exclui o outro, a pessoa que

ele é e suas melhores razões para fazer como o faz. Ela diz a ele "Sei melhor que você". Isso é o

extremo oposto da atitude sistêmica, que diria, “Se eu fosse você, faria exatamente da mesma

forma que você faz.”

Perguntas sistêmicas aqui seriam:

Quem ficará feliz com o que fazes?

Quem lamentaria se você não o fizesse?

Essa maneira olha para o quadro maior, o sistema maior.

Restringidos na ajuda

A atitude sistêmica sempre resulta na presença do consultor em uma organização como sendo

temporária, porque ele confia que o sistema resolverá seus próprios problemas. É como a pista de

pouso que recebe o avião por apenas um momento e logo o avião se vai outra vez. A pista em si

não pode voar. Não pode tomar decisão alguma em nome do capitão, passageiros ou frete.

Quando necessitada é um sistema de apoio para a aeronave e todas as pessoas e carga a bordo,

apenas para que sigam seu caminho.

Consciência

Primeiramente, isso supõe que estamos cientes de todas as nossas ideias, julgamentos e medos.

Em segundo lugar, necessitamos deixar que se vá.

Nessa abordagem, não somos mais os peritos que conhecem melhor. Em terceiro lugar, significa

adotar uma atitude fenomenológica; tornando-se consciente sobre o que ocorre com “eu” quando

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entro na organização. Sem fantasias ou julgamentos, apenas observando os fatos. Sendo aberto

para qualquer coisa que apareça. Isso é realmente muito diferente do consultor como um

especialista.

Visão

A visão sistêmica significa ter olho e mente aberta para o fato de que origem e história sempre

pertencem ao sistema, que todos e cada um são incluídos em seus lugares corretos. Uma visão

sistêmica também inclui saber se há um equilíbrio entre receber e dar, entre os elementos do

sistema e também com o sistema maior.

Que sintomas, que sinais você vê?

De certa forma pode-se dizer que pessoas habitam um sistema e ocupam seus lugares nele,

temporariamente. Elas preenchem os papéis que o sistema necessita e para os quais o sistema

pode lhes escolher, a serviço do todo. Os sentimentos de alguém podem representar, por

exemplo, uma função excluída, um fundador esquecido ou um desenvolvimento ignorado.

Geralmente não estamos cientes de nossa própria contribuição sistêmica.

Venda seu microscópio e compre uma lente de visão panorâmica - pelo que quero dizer que uma

das principais características da visão sistêmica é sempre olhar para o todo maior. Muitas outras

abordagens crêem que a essência está no detalhe e põe a organização sob o microscópio. A

abordagem sistêmica é exatamente o oposto. Ela adora observar através da lente panorâmica, em

busca de conexões mais amplas e padrões repetitivos. Você vê um sintoma semelhante como

aquele que me foi apresentado em outros níveis da organização? Problema semelhante se

manifestou no passado? Você quer olhar para o quadro maior, tanto no tempo como nos níveis.

Quando escolher a abordagem sistêmico-fenomenológica?

Você poderá encontrar situações em que seria muito útil considerar a abordagem sistêmicofenomenológica.

Por exemplo, quando padrões continuam a se repetir e a maneira usual de lidar

com aquele tipo de problema não o muda. As pessoas podem dizer “É sempre assim” ou

“Fazemos o possível e, às vezes até mais que isso, no entanto...”

Parece que a energia se esvai e que até ocorre com pessoas que são novas na organização. Não

há razões claras para o que acontece. Parece que todas as condições para o sucesso ali existem.

Mas a realidade é diferente.

Nesse tipo de situação a abordagem sistêmico-fenomenológica pode ser adequada.

Quando um problema ocorre num sistema como um negócio, numa organização sem fins

lucrativos ou governamentais e ele apresenta uma maneira clara de compreender o que é e

porque está ali, então o gerenciamento e as ferramentas de RH mais usuais são úteis. Por

exemplo, quando empregados não têm qualificação adequada, um bom programa de treinamento

pode ser a solução. Entretanto, ainda perduram interessantes perguntas sistêmicas.

Sempre houve funcionários com baixa qualificação?

Quando isso começou?

Que aconteceu em seguida?

Talvez a maneira em que a companhia foi estruturada ou as ferramentas de gerenciamento que

foram aplicadas, não são coerentes com o que se necessita produzir.

Uma reestruturação do negócio ou novos modelos de gerenciamento podem trazer uma inovação.

E aqui, mais uma vez, permanecem interessantes perguntas sistêmicas:

Quando as estruturas e modelos cessaram de ser satisfatórias?

Que aconteceu então?

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Como ocorrerá a despedida das ferramentas que serviram à companhia até agora?

Uma terceira razão para uma abordagem “convencional” é quando problemas pessoais estão em

jogo.

Motivadores e treinadores podem prover o suporte necessário.

Perguntas sistêmicas adequadas aqui inclusas são:

Temos um número significativo de pessoas com problemas pessoais em outros lugares da

organização?

O que poderiam elas possivelmente representar no sistema?

Perguntas úteis

Fazer perguntas sistêmicas e se reunirem em silêncio são um bom resultado!

Ou você poderia imaginar que está muito escuro e que a pergunta sistêmica é a pequena centelha

por meio da qual você poderia ver algo, apenas por um momento.

"Hum, talvez tivesse um vislumbre do que realmente está lá.”

As perguntas sistêmicas lidam com fatos:

  • Quando isso aconteceu e, mais importante, o que ocorreu ao longo do tempo?
  • Ocorreram coisas semelhantes, ou não, noutro lugar do sistema?
  • Se esse problema é uma boa solução para algo, então, para que?
  • De que se sentirá falta, uma vez não haja mais o problema?
  • Que acontece quando você amplia o círculo de pertencimento? Ou o faz menor?
  • O que está sendo esquecido, deixado para trás e excluído?
  • Há reconhecimento da lealdade que frequentemente provoca protesto e nãocooperação?
  • O que está e o que não está em equilíbrio?
  • Desde quando?
  • Que aconteceu, então?
  • Por que a gerência decidiu isso?

As perguntas que se iniciam com “Por que” costumam não serem úteis como questões sistêmicas.

“Por que” pertence ao campo de questionamento social e jurídico.

Os sistemas vivos agem de sua maneira para satisfazer suas necessidades de completude, para

conservarem sua ordem interna, para interagirem com outros sistemas e para atingirem seu

destino.

Ao menos se torna claro, após o processo de intervenção sistêmica, o porquê de o problema ter

se apresentado. Geralmente por razões de exclusão, de esquecimento, de carência em honrar

outros ou respeitá-los.

Sinais de que você está no caminho errado

A consultoria e intervenção sistêmicas permitem que você reconheça, fácil e imediatamente,

quando você deixou essa abordagem sistêmica. Como antes mencionado, as marcas da

abordagem sistêmica são consciência de você mesmo e do sistema, concordando com tudo

exatamente como é, sem julgamentos de qualquer sorte e com foco no todo maior.

Pode ficar certo de que, se você se ver tendo julgamentos e opiniões sobre situações ou pessoas,

você perdeu sua perspectiva sistêmica. Se você se olhar para si mesmo como melhor que seu

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cliente ou seu sistema, se você se sentir apressado, excitado ou agitado, então é tempo de se

perguntar, como posso voltar a assumir minha atitude sistêmica, de novo?

Se você focalizar em detalhes, vá até o outro extremo da escala e abra-se para o todo maior.

Conclusão

Consultores e treinadores às vezes sentem que uma constelação organizacional não seja (ainda)

método apropriado para examinar as questões do sistema de seus clientes.

A consultoria e treinamento baseados na abordagem sistêmico-fenomenológica é uma boa

maneira de trabalhar com os mesmos valores e princípios de uma constelação. Ela poderá trazer

vislumbres para o sistema de seu cliente sobre os itens sistêmico de tempo, lugar, pertencimento

e trocas.

Exemplo de Consultoria Sistêmica

Conversa entre diretor de escola e consultor.

Uma escola primária em declínio teve sete diretores em três anos e então empregou um diretor

interino. O conselho o escolheu porque o julgaram capaz de fazer a necessária diferença. Ele

possui referências magníficas. Após alguns meses ele é chamado a assumir a posição de diretor

em tempo integral. Ele concorda, tendo a visão de trazer a escola de volta ao nível que tivera

antes.

Um ou dois desencontros, tudo bem. Mais? O que poderia o sistema estar possivelmente tentando

dizer sobre o local e posição do diretor? Poderia o mote (inconsciente) dessa escola ser: Todos os

novos diretores falharão?

O fundador da escola, um homem carismático, havia criado uma escola realmente maravilhosa e

havia sido o muito-admirado diretor por mais de vinte anos.

Amigo e adversário concordam com isso. Então algo aconteceu em sua vida particular e ele

começou a negligenciar a escola. Os pais reclamaram, retiraram seus filhos de lá; havia

problemas em toda parte. Ele foi forçado a renunciar.

Quando saiu, o fundador recebeu a honra que merecia? Houve uma despedida adequada?

O número de alunos caiu. Não apenas nessa escola, mas em todas as oito escolas que

pertencem ao grupo regido pelo mesmo conselho. Durante os anos mais recentes, três dessas

escolas fecharam. Uma quarta fechará em breve. É isso o fim da vida para esse tipo de escola?

Será que isso deve ser reconhecido?

Perguntado sobre qual seria a causa do comportamento persistentemente obstrutivo de alguns

professores, respondeu o diretor, sem hesitação, “Eles têm sido ignorados durante anos e há

muito medo.”

Tendo sido ignorado por um longo período, você tem receio de que perderá seu lugar se não mais

for ignorado?

Baseado no “De Organisatie als Levend Systeem” de Siebke Kaat e Anton de Kroon. A ser

publicado no verão de 2012; editor Uitgeverij Het Noorderlicht, Holanda

Agradecimento

Muita gratidão a Ty Francis, pelo seu apoio.

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Referências

Choy, Joep (2005) De vraag op het antwoord, systemische interventies voor

conflicten in organisaties. NISTO, Santpoort-Zuid, Holanda

Holitzka, Marlies, Remmert Elisabeth (2004) Systemische organisatieopstellingen, conflicten

oplossen in en op het werk, Panta Rei, Katwijk, Holanda

Rosselet, Claude; Senoner Georg (2010) Management macht Sinn, Organisationsaufstellungen in

Managementcontexten, Carl-Auer Verlag, Heidelberg, Alemanha

Stam, Jan Jacob (2006), Campos de conexão, a prática das Constelações Organizacionais - Het

Noorderlicht, Groningen, Holland

Weber, Gunthard (2003) Het success van organisatieopstellingen, de method van Bert Hellinger in

praktijk gebracht, Altamira-Becht, haarlem, Holanda

Anton de Kroon, desde o início desse século dedicado ao pensamento e trabalho sistêmicofenomenológico,

que aprendeu com Bert Hellinger, Gunthard Weber, Jan Jacob Stam, Matthias

Varga von Kibéd, Christine Blumenstein, Ursula Franke e outros. Coloriu seu trabalho como

consultor e treinador, sendo sócio numa agência de consultoria para o desenvolvimento

organizacional e gerencial. Suas raízes profissionais são em psicologia e sociologia. Há quatro

anos trabalha em ligação com o Bert Hellinger Instituut in Holland, especializando-se no ensino e

treinamento em constelações organizacionais, intervenção sistêmica e Teoria U, tanto na Holanda

como em outros países.

www.hellingerinstituut.nl

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Miriam Coelho Braga

Coordenação Técnica

Traduzido por Mário Fonseca para a Sistêmica Consultoria 4º módulo dos “Cursos de Pós-Graduação, Especialização Lato Sensu:

Especialização Sistêmica Fenomenológica Organizacional - Soluções em Consultoria e Coaching.”

Informações: (61) 3577-2697 (61) 9223-5685 - www.sistemicaconsultoria.com

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Informações adicionais

SUCESSO TOTAL DOS CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO ESPECIALIZAÇÃO SISTÊMICA  EM BRASÍLIA.

Essas especializações  estão sendo  realizados com o apoio da FINATEC/UnB e terão a chancela da Escola Superior de Ciências da Saúde – ESCS /FEPECS/SESC/GDF  que firmou parceria com a empresária  Miriam Coelho Braga- Sistêmica Consultoria.

A aula inaugural foi ministrada pelo Professor da UnB e Ex Diretor Geral da ESCS, Dr. Mourad Ibrahim Belaciano sobre a temática: “SUS Política Pública: Incorporação dos princípios e diretrizes na busca da excelência acadêmica, a proposta política ideológica da ESCS”.

A terapeuta alemã Mimansa Erika Farny conduziu a iniciação às constelações familiares, como pioneira  desse método no Brasil e, em especial, no GDF cujo tema:   “Da terapia familiar sistêmica à  obra de Bert Hellinger, criador da Psicoterapia Sistêmica Familiar Fenomenológica – Constelações Familiares”  foi complementado pelo psicólogo Reginaldo Teixeira Coelho de  Belo Horizonte que  atua em Brasília há mais de 10 anos e  abordou   as origens das terapias transgeracionais.

No Painel: Estudos, pesquisas e experiências sistêmicas no Brasil, expansão e perspectivas de parcerias, intercâmbios e cooperação técnica nacional e internacional, José Miguel de Deus, PhD, professor adjunto do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina ambulatório do Hospital das Clinicas da UFG  e sua esposa, médica especialista,  Vânia Meira e Siqueira Campos de Goiania, criadores do Núcleo de Atendimento em Constelações Familiares/NACOF apresentaram a temática: “Relato de experiência de Constelação Familiar e pesquisa com pacientes que apresentam dores pélvicas crônicas e psicossomáticas”.

O Prof. Ivan Rocha Neto, PhD em Eletrônica, mestre em Engenharia Elétrica, Docente Pesquisador da Universidade Católica de Brasília e Presidente do Instituto de Transposição do Conhecimento para o Desenvolvimento, apresentou a Teoria da Complexidade, discutindo os temas centrais da disciplina e introduzindo os conceitos básicos. Recuperou a noção de “conhecimento enquanto bem público”, pontuando que o conhecimento não compartilhado é um conhecimento estéril. A inovação seria um novo pacto ético que contempla a criação de uma sociedade humana e justa, que mesmo parecendo utópica, é a condição da sobrevivência da espécie humana.

 

 O clima do evento transcorreu de forma harmônica  no  reencontro de  profissionais, clientes, amigos e familiares dos envolvidos nesse processo, que acolheram os alunos locais e interestaduais.  Entre outros participantes, estiveram presentes terapeutas, consteladores,  sociólogos , médicos,  psicanalistas,  especialistas em psicossomática,    psicólogos, advogados, cinesiólogos, engenheiros  de São Paulo,  Rio de Janeiro,  Belo Horizonte e   gestores da área da saúde e educação.

As inscrições ainda estão abertas sendo uma grande oportunidade para os profissionais  que desejam  a titulação de   “Especialista Sistêmico”   com a certificação de uma universidade “conceito máximo” como é a ESCS com sua credibilidade  reconhecida pelo ENADE/MEC.  

Informações adicionais


CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SISTÊMICA  FAMILIAR, ORGANIZACIONAL  E PEDAGÓGICA,  RECONHECIDOS PELO MEC.


A GRANDE CONQUISTA,  APÓS 9 ANOS DE LUTA, É  A SOCIALIZAÇÃO DO CONHECIMENTO SISTÊMICO NO MEIO ACADÊMICO, SENDO O MÉTODO DAS  CONSTELAÇÕES O MAIS CONHECIDO E INOVADOR ENTRE OS DEMAIS .

AS INSCRIÇÕES ESTÃO CONSTANTEMENTE ABERTAS, POIS OS CURSOS TERÃO CONTINUIDADE GARANTIDA ATÉ O BIÊNIO 2016/2017, O QUE PERMITE QUE O ALUNO REPONHA OS MÓDULOS QUE JÁ ACONTECERAM .


FAÇA JÁ A SUA INSCRIÇÃO E TORNE-SE "ESPECIALISTA SISTÊMICO FAMILIAR, ORGANIZACIONAL OU PEDAGÓGICO”, COM RECONHECIMENTO NACIONAL

Cursos de Pós -Graduação– Especialização Lato Sensu - Parte Presencial e parte Educação a Distancia – EaD (ambas as partes são obrigatórias). 

CERTIFICAÇÃO  - ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SAÚDE /ESCS/

FUNDAÇÃO DE ENSINO E PESQUISA EM  CIÊNCIAS DA SAÚDE /FEPECS

SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE / SES

GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL /GDF 

Em busca da excelência acadêmica  do estímulo à pesquisa e à  produção cientifica,Brasília será anfitriã, no biênio 2012/2013, de 3 cursos inéditos de nível de Especialização - Pós Graduação Lato Sensu (Presencial e Ensino a Distância (EaD):

1)      Especialização Sistêmica Fenomenológica Familiar;

2)      Especialização Sistêmica Fenomenológica Organizacional - Soluções em Consultoria e Coaching;

3)      Especialização Sistêmica Fenomenológica Pedagógica - Paradigma inovador da Educação no âmbito Escolar.

 

Informações adicionais

 

Ao longo dos seus dez anos de existência, a Escola Superior de Ciências da Saúde - ESCS tem demonstrado que é possível alcançar a excelência na formação de profissionais de saúde em nível de graduação. Seu curso de medicina foi por três vezes - em 2004, 2007 e 2010, - classificado entre os melhores do Brasil, de acordo com o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, o Enade do Ministério de Educação. No último resultado dessa avaliação em 2011, sagrou-se como o quarto melhor curso de medicina do país, entre outros cento e oitenta.

A ESCS, além de ter pautado sua consolidação no âmbito da graduação promove pesquisas, atividades de extensão e cursos de pós-graduação, contando hoje inclusive com um mestrado internacional em educação para profissionais de saúde, parceria com a Universidade de Maastrich, Holanda, voltado para docentes e preceptores da Secretaria de Saúde do GDF/SES.

 A escola está na liderança do Comitê Gestor do Programa Pesquisa para o SUS, que envolve o Ministério da Saúde, a Fundação de Apoio à Pesquisa - FAP-DF e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico - CNPq. Está presente também em outros projetos especiais de pesquisa que são desenvolvidos com renomadas universidades internacionais, como é o caso da University of Southern California, na área de aprimoramento da gestão e inovação de processos ligados ao manejo de doenças crônico-degenerativas. 

Trata-se, portanto de uma de uma instituição ímpar, única no quadro de ensino superior do país localizada dentro da estrutura organizacional de uma secretaria de estado, o que lhe confere uma situação de contato direto como o sistema de saúde, tendo obtido, até o momento, credibilidade e reconhecimento local, regional e nacional.

Essa experiência acadêmica e profissional será enriquecida com a oferta detrês cursos de especialização, formatados como Programa de Pós-Graduação, Especialização Lato Sensu presencial e a distância e que são:  ESPECIALIZAÇÃO SISTÊMICA FENOMENOLÓGICA FAMILIAR;  ESPECIALIZAÇÃO SISTÊMICA FENOMENOLÓGICA ORGANIZACIONAL - Soluções em Consultoria e Coaching; e ESPECIALIZAÇÃO SISTÊMICA FENOMENOLÓGICA PEDAGOGICA - Paradigma inovador no âmbito da Educação.

A condução dos respectivos cursos resulta de parceria estabelecida entre a Sistêmica Consultoria com a ESCS/FEPECS/SES/GDF,  com o objetivo de atingir o público formado pelas diversas secretarias e instituições públicas e privadas de Brasilia e os demais estados da Federação.

Os cursos têm a duração de dois anos,  iniciando-se na última semana de Março, dias 29, 30, 31 e 1º de Abril 2012, com término previsto para a primeira semana de dezembro de 2013, nos dias 05, 06,07 e 08 - Encerramento e Formatura. 

Cada curso tem carga horária total de 402 horas compostas por 11módulos cada módulo de 4 dias,   às quintas, sextas feiras, sábado e domingo,  com 32 horas, completando 362 horas, e mais 50 horas de atividades práticas supervisionadas e  serão  acrescidas a parte de Educação a Distancia  - EaD, com disciplinas optativas.

Os cursos de especialização, ora apresentados, habilitarão os servidores visando ao fortalecimento da capacidade gerencial e da formulação de políticas públicas, tendo em vista que a abordagem sistêmica centra-se em práticas integradoras no panorama da estrutura familiar, no desenvolvimento organizacional empresarial e no mundo dos negócios. O processo prevê o desenvolvimento de uma relação humanizada, sustentada e participativa, sincronizando os conhecimentos científicos e fenomenológicos.

 

A concepção teórica dos mesmos está baseada no conhecimento sistêmico que fundamenta o método da Constelação Familiar, posteriormente adaptada aos demais sistemas organizacionais e pedagógicos, desenvolvida porBert Hellinger que em seus estudos e processos terapêuticos redescobriu em centenas de sistemas as mudanças e transformações da vida das pessoas no reconhecimento das “ordens”: - a necessidade de pertencer ao grupo ou clã; - a necessidade do equilíbrio entre o dar e o receber nos relacionamentos; e  - o respeito à hierarquia de precedência dos grupos.

 

Citando uma de suas colaboradoras, a engenheira, Jane Peterson -  EUA,  do “Human Systems Institute”, trabalhou como coach executiva principalmente com empresários nas áreas de produção, corretagem, software,  responsável pela formação de consultores, líderes e especialistas em saúde  de organizações sociais.  Jane, facilitou  em Brasília, em maio de 2008,  o 1º Workshop de Constelações Organizacionais e retornará como  consultora e docente internacional no período de 26 a 29 de julho deste ano para ministrar,  em conjunto com os docentes brasileiros, o 1º módulo da Especialização Sistêmica Organizacional: “O sistema primário familiar influencia as possibilidades que as pessoas têm para viver todo o potencial humano ou pode bloquear sentimentos e comportamentos. Essas necessidades interagem em nossas vidas de maneira complexa e às vezes contraditórias. Elas tanto permitem como restringem nossos relacionamentos íntimos e tornam possíveis os nossos mundos sociais.”

 

Ao concluir as especializações os profissionais se qualificam como “Especialistas Sistêmicos” o que possibilitará fomentar estudos, pesquisas e intercâmbios e cooperação técnica internacional e nacional dessa metodologia no Brasil, dignificando o GDF como pioneiro no mundo na perspectiva de "cuidar do cuidador” e humanizar os serviços públicos e privados, e destacando ainda o seu papel de anfitrião acolhedor para outros estados brasileiros que já manifestaram interesse na sua implementação de forma a promover o desenvolvimento de pessoas e aumentar a capacidade gerencial do Estado.

 

 

autoria de Miriam Coelho Braga-  Coordenadora Técnica dos cursos.

Informações adicionais

 

OBJETIVO DESTE TREINAMENTO E TRABALHAR O CURADOR

 

FACILITADORA: Celene Thaumaturgo 21-92253854 \ 11 91672974

 

 

Módulo I

CAMPOS DE ENERGIA

  • Ordens (Leis) do amor: vínculo, hierarquia, dar e tomar
  • Exemplos e dinâmicas com exercícios - sensibilização e percepção.
  • Atuação das leis do amor na consciência pessoal e coletiva
  • Ressonância morfogenético- Rupert Sheldrake - dinâmicas
  • O enfoque fenomenológico
  • As Ordens do Amor
  • A importância da dinâmica oculta
  • A importância do movimento corporal é  maior que o verbal
  • Dinâmicas práticas em grupo e conscientização dos campos
  • Praticas de percepção corporal, sensorial, emocional e intuitiva

 Módulo II

O AMOR DAS RELAÇÕES: PAIS E FILHOS

  •  Pais e filhos- Dar e Receber
  • O amor que adoece e o amor que cura - manifestações
  •  Sacrifício dos filhos – culpa e inocência
  •  A lealdade com os ancestrais - compensações
  • A lealdade dos menores
  •  As hierarquias
  • Interrupção de padrão - movimento interrompido.
  • Homem e mulher- a base da família
  • Nascimento e sentimentos primários
  • Consciência familiar
  • Influencia de parceiros anteriores
  • Nascimento e sentimentos primários
  • Efeito dos mortos
  • Aborto e suas conseqüências
  • Adoção
  • Morte precoce
  • Adoção
  • As frases

Módulo III

CASAIS – PARCERIAS E AMOR

  • Feminilidade e masculinidade, como se dá a atração. Dinâmicas.
  • Influencia de parceiros anteriores. Causas e conseqüências.
  • Efeito dos mortos e conseqüências
  • Aborto e suas conseqüências – como fica a relação?
  • Feminilidade e masculinidade – qual o reflexo?
  • O que está por trás da “traição”?
  • As frases
  • Porque minhas relações não dão certo? Ou porque não consigo ninguém?

Módulo IV

CINESIOLOGIA APLICADA AS CONSTELAÇÕES SISTEMEMICAS.

  • Teste muscular de precisão e a sua ajuda nas constelações, aprendendo a usar a Cinesiologia.
  • Como aplicar a técnica e em quais situações.
  • Como obter respostas do subconsciente  e acessar informações fundamentais.
  • Acessando  outros níveis de consciência.
  • Como  aplicar a prioridade e a melhor direção dentro do campomorfogenético.
  • Indo além de nossas próprias limitações.
  • Reconhecendo e olhando nossa dor primária e suas conseqüências no momento atual.

Módulo IV

TRABALHOS COM BONECOS E ATENDIMENTO INDIVIDUAL

 

  •  Constelação individual com: bonecos, figuras e objetos
  • Trabalhando no nível invisível do inconsciente
  • Várias dinâmicas especiais
  • Constelação de visualização
  • Aprender a trabalhar individualmente em consultório.
  • Usando os campos

  • Módulo V

SINTOMAS, DOENÇAS E A ALMA

  • Dinâmicas ocultas
  • Vítimas e predadores
  • Colocação de problemas e decisões
  • Efeito dos mortos
  • Aborto e suas conseqüências
  • Doenças.
  • Sistêmicas físicas, emocionais, mentais

Módulo VI

TRABALHANDO OS MUNDOS PARALELOS

  • Aspectos da personalidade dentro do campo morfogenético
  • Percepção e sensibilidade
  • Trabalho com imagens interiores
  • Observando seus mundos paralelos
  • Focar na solução- ausência de intenções
  • Aspectos das várias personalidades que impedem a sua evolução

Módulo VII

EMPRESAS E ORGANIZAÇÕES

  • Abordagem ao cliente coach.
  • Percepção das diferenças dos campos: familiar/organização
  • As diferenças dentro do campo, sistêmico empresarial
  • Como agir com traumas dentro das empresas
  • Integração no trabalho profissional e pessoal
  • Departamentos, produtos, clientes
  • A minha profissão x meus ganhos
  • Reconhecimento profissional
  • Faço o que gosto? Trabalho com prazer?
  • Onde está a minha alegria em produzir? Tenho?

Módulo VIII

PROSPERIDADE x SUCESSO

 

  • Ter Sucesso, você tem?
  • Como gostaria de ter sucesso?
  • O que é o sucesso para você? Dinâmica.
  • Você sabe lidar com o dinheiro?
  • Você sabe atrair?
  • Você sabe conquistar?
  • Você sabe vender?
  • Você sabe atrair a atenção?

 

Módulo IX

A POSTURA DO TERAPEUTA – DINAMICAS DE ATENDIMENTO

 

  • O que o cliente precisa?
  • A importância do contato entre o facilitador e o cliente
  • A importância dos fatos e entrevistas
  • Formular a necessidade – prioridade
  • Conceitos para um bom atendimento
  • O bom observador
  • Segurança
  • Capacidade de liderar
  • A Postura Terapêutica
  • Capacidade em lidar com as dificuldades
  • Empatia
  • Capacidade em mostrar e focar nas soluções
  • “Ver” o todo e “através”
  • Ciência e espiritualidade
  • Destino e Constelações
  • Praticas supervisionada em grupo
  • Postura do facilitador - suas crenças; atitude interior, autopercepção
  • O vinculo com o cliente e a ressonância com a alma do sistema colocado
  • Rapport – confiança; harmonia; compreensão;
  • Atuação dos participantes em supervisão ao facilitador – dinâmica de apoio, ampliando as possibilidades

Módulo IX

TRABALHANDO AS SOMBRAS x LUZ

  • Dinâmica de reconhecimento da sombra\sabotagem.
  • Observando os campos invisíveis que nos impedem de seguir.
  • Como alimento isso?
  • O que necessita minha alma?
  • Como é a minha luz?

Módulo XI

NOVAS COMPREEENSÕES – MOVIMENTOS DA ALMA

 

  • Começando a trabalhar em grupos
  • Compreendendo o campo em parcerias
  • Temas livres
  • Dinâmicas de grupos
  • Começando as supervisões

Módulo XII

SUPERVISÃO DE TRABALHOS E ENCERRAMENTO.

 

OBSERVAÇÃO: todos os participantes serão trabalhados em todos os módulos em todos os temas colocados. Objetivo que esteja apto para um bom trabalho através do aprofundamento de sua própria alma. Estará mais inteiro para olhar com imparcialidade o processo do cliente.

 

FACILITADORA: CELENE THAUMATURGO

 

Informações adicionais

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