Doença, Sintoma e Sofrimento ( Miriam Coelho Braga )

13. 11. 30
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Doença, Sintoma e Sofrimento

Obs: seleção de trechos por Miriam Coelho Braga dos livros citados.

Trechos do livro: "A Simetria oculta do Amor" –
Bert Hellinger - Ed. Cultrix

"As Ordens do Amor são forças dinâmicas e articuladas que sopram e revoluteiam em nossas famílias ou relacionamentos íntimos. Percebemos a desordem que sua turbulência nos causa como as folhas percebem o redemoinho - sob a forma de sofrimento e doença. Em contra partida, percebemos seu fluxo harmonioso como uma sensação de estar bem no mundo."
"Nem todos os sofrimentos e doenças são causados por distúrbios em nossos relacionamentos, é claro: mas, visto que freqüentemente fazer alguma coisa contra as angustias que não brotam dessa turbulência sistêmica, elas são objeto de atenção especial em nosso trabalho. Quando compreendemos as leis sistêmicas que permitem a efusão do amor, capacitando-nos a ajudar famílias e pessoas em sofrimento a encontrar soluções, e mudar seus ambientes psicológicos. É profundamente tocante observar clientes que entram em contato com as Ordens do Amor e, espontaneamente, se entregam a um íntimo e suave amor, mesmo depois de uma vida de ódios, rancores e agressões. Todavia, lutar apenas com as armas da vontade pode estabelecer o equilíbrio sistêmico num relacionamento, permitindo que o amor floresça. Penetrar as Ordens do Amor é sabedoria. Segui-las com amor é humildade." Pag 15
O instrumento que Bert Hellinger utiliza para tornar visível a dinâmica normalmente oculta dos sistemas de relacionamento é a Constelação Familiar.
Doenças graves, suicídios, acidentes são alguns fatos que freqüentemente presenciamos nas constelações. São motivados pelo amor – o amor cego da criança. As crianças amam de acordo com um sistema de crenças mágicas. Para elas, o amor significa: "Para onde você for eu vou também. O que você fizer, eu farei também" ou "Amo- o tanto que quero estar sempre com você". Isto é: "Vou acompanhá-lo na doença" e "Vou segui-lo na morte". Quando alguém ama dessa maneira, fica evidentemente vulnerável às doenças graves.
Nas constelações, sempre observamos que os mortos, os doentes e os que padecem de um destino adverso querem que os sobreviventes estejam bem. Uma morte ou infortúnio é suficiente. Os mortos querem bem aos vivos. Não é apenas a criança que ama; amam também todos os que sofreram ou morreram. Para que se dê a cura sistêmica o cliente precisa reconhecer o amor do ente querido e reverenciar o destino dele. Os bons desejos podem curá-lo e esta seria a solução: acolher no coração, na alma a força do amor do ente querido. Quando os mortos ocupam o seu devido lugar na família, causam efeitos benéficos para a família. Do contrário, causam ansiedade e sofrimentos. Se tem seu devido lugar na família, ajudam os sobreviventes a viver, em vez de alimentar-lhes a ilusão de que devem morrer também.

"O sofrimento é aprova de que nossa alma pueril necessita para não se sentir culpada perante a família. Ele garante e protege o direito de participação. Toda desventura causada por dificuldades sistêmicas é acompanhada pela satisfação profunda de pertencer à família e pelo anseio do amor. Problemas e vicissitudes, por outro lado, fortalecem o sentimento de participação. E, muitas vezes, esse tipo de participação parece mais importante que a felicidade ou é a própria felicidade".

Do Livro "Constelações Familiares"- Bert Hellinger - Ed. Cultrix

"É mais fácil suportar a doença do que aceitar a benção da tia".

Hellinger para o cliente no ritual da reverencia: "Vá até a sua irmã gêmea falecida e lhe faça uma reverencia, bem suavemente, com respeito. Depois faça o mesmo em relação aos seus avós. Faça isto com respeito e reconhecimento pelo destino deles"

Às vezes soluções importantes vêm à tona: O problema e o sofrimento são mais fáceis de suportar do que a solução. Isso tem a ver com o fato de que sofrer ou manter o problema é algo que está profundamente vinculado a um sentimento de inocência e lealdade com relação à família num nível mágico. Com isso a pessoa tem esperança de que o próprio sofrimento possa salvar outra pessoa da família. O cliente vê que a tia não precisa de salvação e isto representa para ele uma grande decepção, porque, dessa forma tudo o que ele fizera por ela até então teria sido em vão. Isso não é fácil de reconhecer. Às vezes o cliente se nega a fazer uma reverencia, prefere manter o problema ou o sofrimento, mesmo conhecendo a solução.

A doença como uma necessidade de expiação.

O cliente identificado com o avô. "Eu lhe disse que deixasse o sofrimento com o avô: assim ele ficaria livre".
O avô é, certamente, alguém que, por causa do acontecimento trágico de ter atropelado a filha não consegue sair da culpa - expiação.
A constelação pode ajudar o cliente a libertar dessa identificação com o avô que tem necessidade de expiação. E a doença é, algumas vezes, uma necessidade de expiação. Pode ser também que a doença do cliente sirva de expiação, mas quem sofre é ele no lugar do avô. Se o cliente se libertar dessa identificação pode ser que a doença melhore. Hellinger destaca: "eu me interesso pelas forças que atuam, curando a família. Pode ser possível curar uma doença quando essas forças positivas são colocadas em ação. Mas esse não é meu objetivo primordial. Meu objetivo está no âmbito da alma e da família. Se com isso a doença melhora fico contente. Mas é uma área que prefiro entregar a responsabilidade aos médicos".

A causa das doenças nas famílias.

É possível curar doenças através da constelação familiar?

Hellinger descobriu durante o seu trabalho com doentes foi que a mesma dinâmica básica resulta em diversas doenças.
Nas famílias, existe a possibilidade de que uma criança queira repetir o destino de um irmão ou de uma mãe ou pai falecido. A criança diz em seu intimo: "Eu irei com você". Pode ser que, nessa situação, ela tente se suicidar ou fique com câncer ou outra doença. Portanto, a mesma dinâmica básica pode ser expressa de formas diferentes. Por isso, não teria sentido se tentasse curar o câncer sem respeitar essas dinâmicas básicas:
-"eu o/a acompanho na morte ou na doença ou no destino";
-"melhor, eu morrer do que você", ou "melhor, eu partir do que você";
-expiação por culpa pessoal.

Porque a criança faz isso?

É totalmente inconsciente, é o amor cego que adoece. As crianças fazem isso quando vêem que um dos pais quer repetir o destino de alguém.
Fica claro para o cliente, o amor que cura: parar de carregar qualquer tipo de responsabilidade por seu pai, tio ou avô ou de ser responsável por um ente querido.

Pode-se sempre confiar na força do amor?

O trabalho de constelação familiar está a serviço da reconciliação, ajuda o sistema encontrar o seu caminho e a sua ordem.
"Os sistemas familiares têm uma força tão grande, vínculos tão profundos é algo tão comovente para todos os seus membros. A família dá a vida ao individuo. Dela provem todas as suas possibilidades e limitações. Graças à família, ela nasce no seio de um determinado povo, numa determinada região e é vinculada a determinados destinos e tem que arcar com eles. A família é o vinculo mais profundo que liga os seres humanos".

Sofrimentos e doenças ligados aos destinos familiares.

Estamos ligados a família e ao destino dela e esse vinculo é às vezes causa de muitos sofrimentos e doenças.

"A família provoca doenças, não porque as pessoas sejam más, mas porque na família atuam destinos que concernem, tocam e influenciam a todos. O vinculo familiar faz com que os destinos sejam compartilhados por todos. E, se aconteceu algo grave numa família, existe ao longo de gerações uma necessidade de compensação."

A consciência do clã

Existe uma força, uma instancia que faz com que todo o sistema familiar busque o equilíbrio e a compensação. Faz, por exemplo, que os excluídos sejam reintegrados, ou que cada um arque com responsabilidade pelas próprias ações ou que as conseqüências de uma culpa não sejam transferidas dos pais para os filhos e destes para os netos.
"Se aprendermos a incluir essa força, podemos usá-la para restaurar a ordem no sistema, uma ordem que liberte de um destino nefasto ou, pelo menos, atenue os seus efeitos. Então todos podem respirar aliviados. As forças positivas tornam a entrar em ação e exercem um efeito liberador. Quando a família é colocada em ordem dessa maneira, o individuo pode afastar dela, sentindo às suas costas a força que dela emana. Somente quando os vínculos familiares são reconhecidos, a responsabilidade é vista com clareza e compartilhada entre todos. O individuo se sente aliviado e pode seguir seu próprio caminho, sem sentir sobrecarregado e afetado pelo que aconteceu anteriormente".

O amor que cura o amor que adoece.

"O amor no seio da família tanto pode provocar doença como restabelecer a saúde. Não é a família que provoca as doenças, mas a profundidade dos vínculos e a necessidade de compensação. Quando se traz isso à luz, esse mesmo amor e essa mesma necessidade de compensação podem num nível superior, ter uma influencia benéfica sobre a doença. Dizer simplesmente, que a família provoca doença seria condenar levianamente a família. Não é justo acusá-la. O sofrimento no seio de uma família não se origina porque existe a família. Assim como é a família, é também a vida. Na família, começamos a viver e daí surge a pergunta: como é que o individuo organiza sua vida de maneira que seja possível um desenvolvimento? O individuo, não importa o que ele anuncie ao mundo, no fundo permanece fiel à família. Temos que reconhecer este amor profundo".

Livro; "Constelações Familiares e o Caminho da Cura"
- A abordagem da doença sob a perspectiva de uma medicina integral
Autor: Stephan Hausner - Ed. Cultrix"

"A causa última do remédio é o amor." Paracelso

As constelações sistêmicas com doentes para Stephan Hausner ampliam as possibilidades de uma ação salutar no domínio da medicina. A consideração de envolvimentos sistêmicos transgeracionais e de conexões com dinâmicas familiares projeta uma nova luz sobre a saúde e a doença, e as luzes obtidas em constelações de doenças e sintomas possibilitam um enfoque mais integral da pessoa doente. "Isso nos permite supor que aí reside um importante potencial de apoio médico, e é evidente que até o momento, no contexto da assistência médica, não se prestou uma atenção suficiente à busca dessas conexões".
O método das constelações oferece um instrumento a equipe transdisciplinar dos profissionais atuantes no campo da saúde.
As constelações mostram como os traumas dos antepassados a que nos vinculamos pelo destino continuam a atuar através de gerações e influenciam a vida dos seus descendentes.
"Precursoras para o desenvolvimento das constelações familiares foram as intuições de Bert Hellinger sobre as formas de atuação da consciência e sobre o que envolve alguém, dentro de uma família, ou mesmo fora dela, no destino de outra pessoa, assim como sua permanente observação e o êxito que obteve na tentativa de desenvolver meios para dissolver esses envolvimentos". Isso gera vínculos que ligam os membros, uma instancia que Bert chama de "consciência do clã familiar" que vela pelas condições que reinam na família enquanto compartilha um destino comum. A essas condições estamos expostos e subordinados, independentemente de nossa vontade.
A observação mostra que representantes de estruturas abstratas como doenças e sintomas geralmente entram em ressonância com pessoas excluídas ou com temas sistemicamente relevantes, muitas vezes associados a tabus e segredos familiares.
"Eventualmente temos a impressão de que o doente, por meio de seus sintomas, faz lembrar a pessoa excluída. Ele está vinculado pelo amor, enquanto outros membros da família recusam ou reprimem o amor e o reconhecimento". Essas conexões são geralmente inconscientes.

O amor primário da criança: antes doente do que só.

A força do amor primário da criança e o potencial liberador que reside no reconhecimento do próprio destino estão inconscientemente presos ao anseio do amor infantil e apegam-se a ele por uma profunda necessidade de pertencer.
O amor cego da criança pelos pais, que tem o potencial de levar à doença, é levado para ela mesma e não para os pais. Se a criança doente olhasse nos olhos dos pais, não poderia apegar-se da mesma forma à doença, pois precisaria reconhecer que também os pais amam e não querem que seus filhos sofram, embora as crianças estejam dispostas a dar a vida por seus pais.

Nas constelações é sempre emocionante perceber como as crianças são desprendidas e persistentes quando assumem o destino de seus pais ou de outras pessoas próximas ao perceberem o quanto elas sofrem com isso.

Stephan Hausner, no trabalho com seus clientes percebe indicações sobre possíveis conexões relevantes entre as enfermidades e o comportamento do doente, por um lado, e acontecimentos, padrões básicos de relacionamentos e, freqüentemente, dinâmicas familiares oculta, por outro lado.Tais padrões já foram denominados lealdades invisíveis no inicio dos anos 80 pelo terapeuta familiar húngaro –americano Ivan Boszormenyi-Nagy. Nas constelações são introduzidos os representantes dos pais do cliente e, mais raramente, de familiares de gerações anteriores. Seus procedimentos visam freqüentemente ao abandono ou à devolução, pelo paciente, de sentimentos, missões ou participação em destinos alheios que foram adotados em lugar de seus pais ou outros antepassados, por força do amor de vinculação. Esses procedimentos visam também à liberação de anseios e necessidades infantis, bem como estimular os recursos próprios do cliente.

O "SIM" e o "Não" a Vida - Tomar a vida.

Nossa vida e nossa felicidade são marcadas pela atitude que adotamos diante de nossos pais e da historia de nossa família.
Quem se sente em sintonia com sua família pode assumir sua vida em plenitude e mais adiante, talvez, transmiti-la.
Os exemplos que destacam os efeitos variáveis e a configuração das doenças e dos sintomas dos clientes são associados a determinados envolvimentos, configurações e dinâmicas familiares. Assim, por exemplo, certos sintomas e doenças são associados a diversos acontecimentos e condições que provocam nos clientes a perda da vinculação com a família ou a insegurança quanto a essa vinculação, ou a dinâmica de culpa ou de destinos trágicos na família.

Enquanto consteladores, levamos em conta a relação, via de regra ambivalente, entre o cliente e sua doença. Por um lado, o doente, gostaria de livrar-se da doença, pois ela limita ou mesmo coloca em risco sua vida. Por outro lado, é preciso reconhecer que para o doente, a doença representa a melhor das tentativas que fez para ajustar-se às suas condições de vida. É preciso não ver a doença como um problema e encarar sua função como tentativa de solução. "Com esta atitude, o constelador atenta para as forças e dinâmicas que atuam por trás da doença, e o cliente ganha confiança para liberá-las no processo da constelação, com vistas a uma solução abrindo possibilidades de mudanças com suas próprias forças assumindo responsabilidade por si mesmo, crescer na autonomia de um adulto".
"As constelações sistêmicas com doentes sugerem que olhar para a própria vida muitas vezes não é suficiente para um alivio ou para a cura. A doença deve ser considerada em sua vinculação ao contexto transgerageracional da família, e não deve ser considerada apenas como um acontecimento pessoal do cliente.

Em relação a muitos doentes de câncer- falta de uma reverencia, "manifestam uma atitude arrogante diante dos pais, do destino de um familiar ou diante da vida em geral. Essa presunção manifesta-se, algumas vezes, sob a forma de raiva e ódio, mas também pela idéia de que, assumindo um sofrimento pessoal, eles podem salvar alguém de um destino pesado".

Crianças viciadas em droga - Bert Hellinger diz: "Essa é uma forma de querer morrer, para que o pai ou a mãe não partam. Uma das garotas havia se atirado do telhado. Na constelação, entretanto, ficou claro que o pai dela queria morrer. Este, por sua vez, queria seguir o pai falecido. Então a garota dizia em seu intimo: é melhor eu morrer do que você.
Quando se traz isso a luz, surgem possibilidades de cura. Só é difícil fazer a criança entender isso. Ela sente uma necessidade num nível arcaico e acha que, se carregar toda a carga, o pai será redimido.
Essa idéia é bastante difundida entre os cristãos. Quando essa dinâmica vem à luz, mostra-se criança que o sofrimento dela não ajuda o outro. Então ela terá que renunciar à idéia de poder que vincula ao seu sofrimento e à morte. Terá que viver o seu amor num nível mais elevado, dizendo: "querido papai não importa o que você faça eu fico. Você me deu a vida e eu a tomo e a respeito". Dessa maneira ela se separa do pai com amor e respeito. Esse é um passo considerável para o fortalecimento do ego. "Morrer com a idéia de que isso ajuda alguém é mais fácil".

Dores de cabeça - clientes que tem dificuldades, muitas vezes de deixar fluir o amor por um dos pais.

Alergias - por trás de uma alergia atua, às vezes, uma dinâmica familiar. O alérgico diz a pessoa que realmente ama: "Vá embora!"

Fibromialgia - a raiva é mais fácil que a dor. Em constelações com mulheres portadoras de fibromialgia, muitas vezes a raiva é um sentimento básico. É a raiva de uma criança que se sente abandonada por um dos pais, outras vezes, é a raiva contra um parceiro que causou uma grave decepção ou tem um vicio de beber; finalmente, a raiva pode ser um sentimento adotado de uma parceira anterior do pai que foi injustamente abandonada por ele.

Hipertensão - a dinâmica familiar condicionalmente é um amor que foi ou precisa ser reprimido.

Depressão – a pessoa deprimida é, em geral, aquela que não tomou um dos pais. As pessoas tendem a ficar depressivas quando não podem ou não devem acolher no coração um dos pais ou ambos. Isso provoca um sentimento básico de abandono e vazio interior, muito encontrado entre os depressivos. A origem disso reside muitas vezes numa perturbação do vinculo já na primeira infância (Ruppert 2003), embora o comportamento depressivo, motivado ou não por um fato externo reconhecível, só se manifeste numa fase tardia da vida.
DEPRESSÀO
Bert Hellinger

Livro "Constelações Familiares" pag 92

A pessoa deprimida é em geral aquela que não tomou um dos pais. Alguns se castigam simplesmente através do fracasso, por exemplo, na profissão ou no relacionamento, perdendo ou não conseguindo emprego, perdendo o seu parceiro ou muito dinheiro.
A base do desenvolvimento saudável é reverenciar os pais, respeitar aquilo que significam e tocar a vida em frente. Não importa como são os seus pais. Aquele que ousa desprezar os pais vai repetir em sua própria vida o que ele despreza. Pois é exatamente através do desprezo que ele se torna igual aos pais. (Compulsão de repetir o padrão).

A pessoa que respeita os pais e os toma sem reserva, toma tudo que eles têm de bom – isso fluí para dentro dela. O estranho é que aquele que toma os pais dessa forma não é afetado pelas fraquezas ou pelo destino adverso dos pais.
Quando uma pessoa rejeita os pais, mais vai imitá-los. Rejeita-se o pai, por exemplo, porque é alcoólatra ou a mãe porque tem um filho ilegítimo, então a atenção se volta para a pessoa rejeitada. Nesse caso, o que os pais deram de bom não pode ser reconhecido e tomado e essa rejeição acaba afetando outras áreas da vida.
A pessoa não consegue tomar o que recebeu por fazer exigências que é uma forma de rejeitar os pais. Quando alguém quer impor aos pais a maneira com devem ser ou o que deveriam fazer por ele, impede a si mesmo de tomar o que é essencial.

No livro "A Simetria Oculta do amor" - pagina 32 –"

Na depressão muitas pessoas recusam em aceitar a vida.

"Algumas pessoas se agarram à ilusão de inocência minimizando sua participação na vida. Em vez de aceitar integralmente aquilo de que necessitam e se sentir obrigadas, elas se fecham, fugindo da necessidade e da vida. Sentem-se livres da necessidade e da obrigação e, por não sentirem necessidades não precisam aceitar nada. Entretanto, apesar de se julgarem inocentes e desobrigadas, a inocência delas é a do observador distanciado. Não sujam as mãos, por isso se consideram superiores ou especiais. Seu gozo na vida, porém, é limitado pela estreiteza do seu desenvolvimento e elas se sentem, conseqüentemente, vazias e insatisfeitas. Sua recusa em aceitar o que a vida oferece desenvolve-se primeiro no relacionamento com um dos pais, ou com ambos, e mais tarde transfere-se para outros relacionamentos e para as coisas boas do mundo. Algumas justificam a recusa queixando-se de que o que receberam não foi o bastante ou não lhes convinha. Outras apontam os erros e limitações do doador, mas o resultado é o mesmo - continuam passivas e vazias. Por exemplo, quem rejeita ou julga seus pais - independentemente do que possam ter feito - costuma sentir-se incompleto e perdido.
Vemos o contrario nas pessoas que conseguiram aceitar os pais como são nada recusando deles. Elas experimentam essa aceitação como um fluxo contínuo de energia e alimento que lhe permite tecer outros relacionamentos em que também possam dar e receber - mesmo que seus pais hajam tratado muito mal."

Doença de Crohn – Em numerosas constelações com doença de Crohn observou Stephan Hausner repetidas vezes, que a mãe do doente estava envolvida com sua família de origem ou com o parceiro anterior ou ainda com uma criança perdida ou abortada.
Tal envolvimento dificulta a relação do cliente com a sua mãe. Na perspectiva do trabalho das constelações, o primeiro passo liberador para o paciente seria reconhecer esta ligação da mãe, em seguida desprender-se dela e também abrir mão do próprio anseio infantil por estar perto dela. Assim seria possível entrar em sintonia com aquilo que separa a criança de sua mãe, então a criança também poderia receber aquilo que ela pode lhe dar.

Câncer de pele – observou que o câncer de pele está substituindo alguém que pertence ao sistema, com quem a pessoa tem uma forte ligação, de amor, a qual ela não pode ou não deve reconhecer e amar.
A doença como identificação da criança com parceiros anteriores dos pais ou dos avós exerce influencia forte sobre a dinâmica familiar. A solução exige reconhecimento do parceiro anterior. Quando não são honrados os parceiros anteriores eles são representados por filhos no próximo relacionamento.

Diabetes – mostra-se com freqüência um desejo de morrer, do qual a pessoa no mais das vezes não está consciente. Assim, diabéticos não podem aceitar a vida que lhes é proporcionada e arruínam sua saúde comendo ou bebendo excessivamente, ou não lidam de modo cuidadoso com a dosagem da insulina.

Cistos no ovário - estão associados a crianças prematuramente falecidas. O cisto só pode mudar se for amado e reconhecido com tendo o seu lugar.

Distúrbios digestivos - estão freqüentemente associados a uma relação difícil com a mãe.

Perturbações de sono - por trás de perturbações de sono existe muitas vezes o medo ou a preocupação de que um membro da família vá embora ou morra enquanto a pessoa dorme.

Acessos epilépticos - sugerem como tentativa para sair de situações de dilema. (O Dr. R.G. Hamer -1987- descreve a crise epiléptica como uma reação de solução num "conflito pendente").

"Se está certa a afirmação de Bert Hellinger, de que o amor que move o ser humano em profundidade, então ele atua e reina também por trás de um sintoma ou doença. Pelas constelações sabemos que o movimento da alma em direção à solução só pode acontecer quando se expressa o amor ao representante da pessoa que foi desprezada ou excluída. O representante de um criminoso, por exemplo, somente pode reconciliar-se com suas vitimas numa constelação se ele não for julgado por sua própria família. Julgamentos negativos excluem e impedem os movimentos de solução nas constelações".

Muitas doenças aparecem ou pioram por ocasião das passagens essenciais nas fases da vida familiar, as chamadas mudanças da vida: por exemplo, quando o jovem começa a deixar a família de origem para casar-se ou fundar sua própria família. Se ele ainda tem uma tarefa a cumprir em sua família de origem ou precisa representar alguém para seus pais, sua liberdade para configurar sua vida e suas relações fica reduzida, e ele se sente preso num conflito de lealdade entre seus pais e sua possível parceira.
Passagens semelhantes, importantes para a evolução de doenças ou sintomas nas fases da vida são o noivado, o casamento, e o nascimento de um filho. Quando um sintoma se reforça por ocasião de uma dessas passagens, isso muitas vezes é sinal de que existe uma ligação entre a doença e a família de origem que ainda não foi resolvida.

Na relação conjugal a doença ou o sintoma pode atuar no sentido de separar ou também de unir. Como proteção contra uma proximidade excessiva ou como reconhecimento de ligações com parceiros anteriores ou com os pais, as doenças e os sintomas ajudam a regular e a calibrar a necessidade de distanciamento nas relações.

Sintomas crônicos de vesícula biliar em mulheres - às vezes dão sinal de um "não" inconsciente de um homem.

Transtorno Bipolar - identificação com mortos está ligada a duas forças, assassinato no sistema: quando entra em mania olha para o assassino e em depressão para a vítima. Quando estão em depressão não tomam dos pais.

Lúpus - rejeição de algo que faz parte. Doença em tese é uma negação, rejeição de algo que pertence e foi excluído, mas às vezes encontramos um não em relação aos pais.
As pessoas que não estão livres, que tem que carregar algo pela família de origem arruma doenças e sintomas.
Muitas doenças têm inicio na puberdade quando há transições importantes na vida. Doença como um emaranhamento é uma saudade profunda do amor do reconhecimento e proximidade com os pais. Fica doente a criança por anseio do amor. As crianças fazem tudo por amor aos pais. "Por vocês eu faço tudo, mesmo que me custe a vida". Num emaranhamento todos nós somos crianças.
O amor primário da criança é que prende a criança no emaranhamento. É a criança que adoece, e para a cura é necessário uma autonomia adulta, "adultos" não ficam doentes.

Artrite - se identifica com o perpetrador e tem dentro de si um impulso de violência.

Doenças auto-agressivas da tireóide - repetidas vezes, foram observadas, estão associadas a crimes acontecidos na historia da família.

Maldição bênção e doenças - atribuem-se às maldições forças que causam doenças através de gerações.
Bert Hellinger (2002) descreve o possível efeito patogênico de uma maldição no contexto de neurodermite. Em constelações com doentes de neurodermite, encontra-se freqüentemente uma associação com a raiva de um parceiro anterior de um dos pais. Seu ressentimento duradouro atua sobre a nova ligação com uma maldição que geralmente atinge os filhos em lugar do parceiro.
A reconciliação com o parceiro anterior pode ser salutar na medida em que se respeitam a sua dor e o seu amor, e lhe e solicitado a olhar com amizade para a criança doente, de modo que a maldição seja anulada e talvez mesmo se transforme em bênção.

Doença e a necessidade de compensar e expiar - além do anseio pela proximidade dos pais e da necessidade de pertencer, atua profundamente na alma um esforço transgeracional um esforço de justiça e de compensação. Em vários processos o doente obedece inconscientemente a essa necessidade, seja por expiação ou para aliviar seus sentimentos de culpa, seja ela real ou suposta.
Freqüentemente é sentido como culpa algo que na verdade pertence ao destino e não depende de influências pessoais; por exemplo, a morte da mãe no nascimento de uma criança ou a morte de irmãos mais jovens.
Superficialmente, a expiação é vivida como um alívio, mas para onde ela conduz, na realidade? A quem serve essa forma de compensação? A expiação do culpado ou de quem se aproveitou da situação não traz alivio a quem sofreu ou pagou por ela. O que é útil e liberador, em vez disso, são honrar o ocorrido, reconhecendo a culpa quando existe, olhando com compaixão para os que foram prejudicados ou mortos, e guardando luto por eles.

Doença, culpa e expiação em lugar de outros - Uma culpa não reconheida e negada freqüentemente produz efeitos através de gerações. Doenças e sintomas de descendentes estão associados a uma negação do destino das vitimas ou da culpa dos perpetradores. Exclusões na família provocam nas gerações subseqüentes identificações com vitimas ou com perpetradores excluídos. Com seus sintomas, filhos ou netos fazem lembrar os sofrimentos das vitimas, ou então assumem substitutivamente a culpa dos perpetradores e expiam por eles.

Doença e identificação com vitimas - O sentimento adotado do doente sentido no contexto mais amplo.
Filha com pânico identificada com as vítimas do pai ou das tropas na guerra. O pai da cliente não consegue elaborar as vivencias traumáticas da guerra. Cabe a filha aceitar o envolvimento do pai, provocados pelos traumas vividos, deixar com ele, com respeito e amor, o peso e a culpa e, não obstante, reconhecê-lo como seu pai. "Seja o que for que tenha acontecido você continua sendo meu pai!
O peso que carreguei por você, carreguei por amor, porém agora passou. "Respeito o peso que você carrega, e deixo isso com você".
A atitude saudável para os filhos é honrar os envolvimentos não resolvidos de seus pais, O respeito cria uma ligação entre pais e filhos num nível superior, com superação dos fatores de separação resultantes dos traumas vividos.
Reconhecer os crimes dos pais e, não obstante, acolhê-los, amá-los e respeitá-los como pais exige muita força e energia. Somente alguns filhos conseguem essa complexa realização. Por isso, muitas vezes, as seqüelas de uma culpa não reconhecida só aparecem claramente na geração dos netos e bisnetos.
De muitas maneiras os perpetradores evitam defrontar-se com o ocorrido. Isso se mostra nas constelações, quando os seus representantes muitas vezes evitam teimosamente olhar para as vitimas. Somente o amor de seus próprios familiares permite que finalmente se abrandem aceitem sua culpa, voltem a ver o humano em si e nos outros envolvem em processos de reconciliação. Para os familiares é importante que evitem julgamentos e acolham no coração as vitimas e os perpetradores, reconhecendo-se em pé de igualdade.

Doença e culpa por ter sobrevivido - síndrome de sobrevivência - o fato de terem sobrevivido enquanto outros morreram ou por julgarem que não fizeram o bastante para salvá-los em guerras, catástrofes naturais ou acidentes. As conseqüências anímicas e psicossomáticas da chamada síndrome de sobrevivência. Tais como depressões, estados de angustia, distúrbios de concentração e memória, dores de cabeça crônica, falta de sono, e outras, são suficientemente conhecidas pela medicina psicossomática.
Menos conscientes são os vínculos de destino que atuam por várias gerações, em conexão com quadros crônicos de doenças e sintomas nas gerações dos filhos e dos netos, em decorrência da exclusão de acontecimentos traumáticos e de pessoas que pereceram ou foram prejudicadas por causa de outrem.

Do amor que adoece para o amor que cura e liberta
A culpa e a expiação assumidas em lugar de outra pessoa podem cessar às vezes, quando os descendentes conseguem defrontar-se simultaneamente com as vitimas e penetradores diante do que aconteceu, com amor e respeito, e dar a todos um lugar no seu coração.

A doença e ocultação de acontecimentos relevantes o sistema familiar.
Em toda família existem segredos e temas que se tornam tabus. Alguns deles servem apenas para a conservação e a defesa de determinados familiares ou de toda a família. Quando são negados, silenciados ou esquecidos acontecimentos importantes do ponto de vista sistêmicos, tais como geração de uma criança, uma paternidade ou uma morte violenta, a ordem neste sistema foi desrespeitada, com a exclusão de pessoas que fazem parte. Tais segredos, mesmo quando fortemente defendidos, acabam sendo revelados, pois serão expressos por meio de um comportamento ou de um sintoma dos filhos da família, se não na primeira geração, nas seguintes. Nesse particular as constelações podem trazer uma contribuição essencial aos processos das doenças e sintomas.

O trabalho com as constelações sistêmicas serve para o enfrentamento e a integração dos aspectos da alma que foram excluídos e dissociados.
O potencial da aplicabilidade das constelações só pode ser desenvolvido num procedimento individual, cada caso é um caso. Embora em muitos processos de doenças se manifestem dinâmicas familiares idênticas ou semelhantes os passos para a solução são diferentes para cada cliente. Cabe ao terapeuta/constelador entrar em contato com a realidade do cliente que o leva a mudar de atitude ajudando-o, talvez, a obter o alívio ou mesmo a cura dos sintomas incluindo tudo que é vivenciado no fundo da alma como pacífica e salutar.

"Esse é o melhor sentido do nosso trabalho que como diz Gunthard Weber - a constelação consiste sempre num acontecimento coletivo e criador, e numa constante entrega a um processo que não pode ser determinado de antemão", e ainda complementando Stephan Hausner diz: "O terapeuta é um catalisador da mudança curativa do paciente. Não é ele que cura, mas ele cria condições para que alguém se cure. A constelação converge principalmente para o paciente e para sua atitude, bem como para as possibilidades de mudança. O trabalho da constelação com cliente também se caracteriza pela tomada de contato de cada um com suas próprias forças e possibilidades, assumindo responsabilidade por si mesmo, crescer na autonomia de um adulto".

Para Gunthard Weber: "Atualmente Stephan Hausner já é considerado, no mundo todo, um dos raros especialistas em constelações de sintomas e doenças a orientação e o direcionamento de Hausner no trabalho clássico das constelações criado por Bert Hellinger permanecem inconfundíveis. Ao mesmo tempo, ele desenvolveu ao longo dos anos novas idéias, conexões e procedimentos para a prática das constelações familiares com pessoas enfermas".

No final, na perspectiva do seu livro, (pag 237) o autor expressa seu desejo: "que seria que a medicina, em sua maneira de olhar a pessoa doente, leve devidamente em contas a perspectiva multigeracional da terapia familiar sistêmica quanto a origem das doenças e à persistência dos sintomas, e que o trabalho de constelações com doentes ganhe o lugar e o valor que, meu modo de ver, ele merece dentro dessa abordagem.
Além disso, alimento o desejo de que os conhecimentos e as luzes resultantes do trabalho de constelações com doentes se difundam e conduzam a uma compreensão mais ampla de saúde e doença na sociedade.
Como seria bom se as nossas crianças aprendessem na escola essas conexões, e se a dietética, como doutrina das medidas que contribuem para a saúde do corpo e da alma, recuperasse sua importância original!
O trabalho das constelações pode ser considerado como um método, mas ele é também uma doutrina sobre as relações humanas, uma filosofia de vida, uma atitude de vida e uma forma de vida.

Livro "CONSTELAÇÒES FAMILIARES E O CAMINHO DA CURA – A ABORDAGEM DA DOENÇA SOB A PERPECTIVA DE UMA MEDICINA INTEGRAL " pag 36
Stephan Hausner, médico, considerado na Alemanha e no exterior como
especialista em constelações de sintomas e doenças.

Ed. Cultrix – tradução de Newtron A. Queiroz

Para o nosso professor e médico Gunthard Weber, no prefácio do livro:
"O lema de Hausner parece ser este: "Deixe que a constelação fale por si mesma".
Atente para a minha prática e faça dela uma imagem pessoal. O leitor sente-se emocionalmente envolvido nos acontecimentos e pondera-os em
comparação com suas próprias experiências".

Sim à vida e à si mesmo!

Dizer "sim" à vida que veio por meio dos pais e dos antepassados é um ato difícil para muitas pessoas. Isso se consegue aceitando os pais, do jeito como foram e são, e aceitando a história da família em que nascemos. Conseguir este ato não depende do contato ou da qualidade da relação com os pais ou avós, e também está ao alcance das pessoas que não conheceram seus pais e suas famílias, pois é essencialmente uma aceitação de si mesmo, do destino pessoal e também do destino de vida em que cada um se encontra. Essa situação pode envolver também uma doença pela qual a pessoa é afetada, de forma aguda ou crônica, talvez por toda sua vida.
Como mostra a experiência, muitas vezes o primeiro passo de alguém para a solução de um problema ou para a cura de uma enfermidade é assumir a parte de responsabilidade que lhe cabe. De acordo com minha observação a força para este passo é proporcional à disposição de um paciente nesse sentido como uma condição para que eu me disponha para fazer a sua constelação. Minha experiência em constelação com doente, sobretudo na clinica, é que quando um paciente não está disposto a dizer "sim" à sua real situação, muitas vezes também não está disposto a aceitar o que venha a se mostrar na constelação como movimento liberador. Nessas circunstancias, trabalho inicialmente com a capacidade e a disposição do paciente para esse "sim".

Com este objetivo faço às vezes com o paciente o seguinte exercício:
Coloco diante do paciente, sentado ao meu lado, representantes de seus pais: primeiro o pai, depois a mãe, à esquerda do pai. Estabeleço a distancia, de modo que o paciente consiga suportar bem a proximidade, mas suficientemente perto para que ele não possa fugir do olhar deles. Quando necessário coloco ainda atrás dos pais os avós e bisavós.
É possível perceber se já está completa a configuração dos antepassados ali posicionados ou se ainda falta alguém. Então aguardando calmamente que o paciente olhe para seus pais. Quando ele se mostra resistente peço ao grupo de representantes que se aproxime passo a passo, na medida em que o paciente ainda consiga tolerar essa proximidade. Mais cedo ou mais tarde em contato visual com seus antepassados e realmente os encarara, é forçado a reconhecer que não pode sustentar o "não" a sua família e que não lhe resta escolha em relação à sua origem. Dessa confrontação nasce, muitas vezes, um movimento salutar em direção aos pais, e, por meio da aceitação da família, e de sua história, também um "sim" a própria vida e ao próprio destino. A partir da conexão com a família e com os antepassados, o paciente adquire a força para encarar o que pesa nele e, em seguida, também para defrontar com sua doença.
Obs: Complementando este exercício vejam um comentário de outro exercício e a referencia do livro.

Exercício - Lugar no Sistema familiar
Trabalho com casais

Livro: "Constelações Familiares – Um olhar sistêmico para Relacionamentos, Sentimentos e Sintomas". Autora- Paula Matos - Ed. Adriana- pagina 68

Para que a relação tenha sucesso é importante respeitar:

1-Aceitar a família de origem e a família do parceiro, tal como são. Com o que tem de bom e menos bom. "Eu te tomo com o bom e com o menos bom e te aceito; te aceito com tudo que te pertence. " ( grifo e acréscimo meu, frase do Lorenz)
2-Sair da necessidade individual para a partilha.
3- Deixar o passado para dar espaço ao novo.
4- Abdicar de certa forma da sua família de origem. A família atual passa a ter prioridade sobre a família de origem.

Do Workshop - 85 anos de Bert Hellinger

Com a consciência podemos mudar o que quisermos no nosso corpo.
A saúde é um processo ativo. Cada um pode curar-se e ter saúde. O que cada um pode fazer é criar uma imagem para que suas células o sigam. A doença é um mensageiro divino. Quero dizer que quem está doente com mais facilidade, não sabe como sair desta situação, não sabe mudar sua imagem mental. Também há os que dizem: "isto não funciona". Aquele que diz "isto é impossível", precisa de alguém que o escute. O que sucede com você quando diz "é impossível" é que dá autorização para nada acontecer.
O nosso corpo não faz nada, ele apenas espera! E quando ele espera se coloca na lista de espera e as células não fazem nada. Quando conseguimos criar outro quadro, nos tornamos os líderes de nosso inconsciente e nos tornamos saudáveis.

Rudger Dahike Alemanha /Áustria - Saúde e Doença

Existem leis que determinam nossas vidas e nosso destino. E meu esforço é para colocar as pessoas em "ordem". A primeira pergunta que fazemos ao paciente é: "O que lhe falta?". Pois quando a pessoa integrar o que lhe falta, estará completa, em ordem. A doença é, portanto uma disfunção que deixa as pessoas fora de ordem - é um problema de hierarquia. É algo muito sensível.

A linguagem expressa a forma
Sempre dou importância à linguagem e busco integrar, na pessoa, o que lhe falta, pois através disso, ela estará completa e estabelecemos a ordem.
É muito simples o que agrego a medicina: "Tudo que tem uma forma (guestalt), uma sombra, tem um conteúdo e sentido/significado. Sem sentido e conteúdo não seguimos adiante". E se tudo está ligado à forma, porque não a doença?
Por exemplo:
Uma úlcera cria um buraco (o estômago é como um vulcão) - isso significa que a pessoa engole muita coisa.
Um tumor/câncer cresce como uma couve flor - isso significa que o paciente tem um problema de crescimento.
Portanto, a própria linguagem mostra que toda doença tem uma forma e um conteúdo. E tem, também, uma ordem. Estamos numa época de estabelecer ordem, pois as pessoas estão famintas para encontrar uma ordem, já que o caos está muito grande.
A lei da Ressonância - Em uma sociedade tão dominada pelo dinheiro como a nossa, a maioria das pessoas tem conceitos antigos e pensa que tempo é dinheiro; e só quando ficam doentes é que percebem que dinheiro não compra tempo.
Essa lei diz também que só desenvolvemos imagem da doença por ressonância, ou seja, só manifestamos doenças com as quais temos ressonância.
E só quando percebemos os sinais da ressonância que conseguimos mudar.
A capacidade do ser humano de autocura é de 100%. A partir de cada célula do corpo, pode-se criar um ser novo, inteiro, intacto; não importa a idade e nem as doenças existentes. Cada célula tem condições e capacidade de se curar. Então, como é possível adoecer?

Quero incluir na Bibliografia Sistêmica o livro de: Adalberto de Paula Barreto "Quando a boca cala os órgãos falam... Desvendando as mensagens dos sintomas"LCD - Fortaleza, 2012

"As constelações familiares vão muito além dos conceitos conhecidos de cura e felicidade. Elas se desenvolvem em total sintonia com a força do amor e para esta força, todos são bons por igual. Nas Constelações Familiares buscamos a paz, e ela acontece quando unimos o que antes estava separado" (BERT HELLINGER, 06/12/2010 Bad Heichenhall).